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O que a escola não pode exigir na lista de material escolar segundo a lei brasileira

O que a escola não pode exigir na lista de material escolar segundo a lei brasileira

Foto: Divulgação

Com a chegada do início do ano letivo, pais e responsáveis entram em um período de planejamento intenso, especialmente quando se trata da compra do material escolar. No entanto, além de pesquisar preços e comparar marcas, é fundamental conhecer os limites legais sobre o que as escolas podem ou não exigir nas listas enviadas às famílias. Muitas dúvidas surgem quando aparecem itens como produtos de limpeza, materiais de escritório ou objetos que claramente não têm uso pedagógico individual.

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A legislação brasileira, amparada pelo Código de Defesa do Consumidor e por normas específicas da área educacional, estabelece regras claras para evitar abusos.

O principal objetivo dessas leis é proteger as famílias de cobranças indevidas e impedir que despesas operacionais das instituições sejam repassadas aos alunos. Nesse contexto, a distinção entre material de uso individual e material de uso coletivo é essencial.

De forma objetiva, todo custo relacionado à manutenção da escola — como limpeza, higiene, administração e infraestrutura — já deve estar embutido na mensalidade ou anuidade. Assim, a lista de material escolar precisa se limitar apenas aos itens que o estudante utilizará diretamente em suas atividades pedagógicas ao longo do ano.

A principal base legal é a Lei Federal nº 12.886/2013, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Essa norma proíbe expressamente que escolas exijam materiais de uso coletivo. Embora a legislação não traga uma lista fechada, o critério é claro: se o item serve ao funcionamento geral da escola, ele não pode ser cobrado separadamente.

Além disso, o Código de Defesa do Consumidor considera abusiva a exigência de marcas específicas ou a obrigatoriedade de compra em um único estabelecimento, prática conhecida como venda casada, exceto em situações específicas como uniformes e apostilas próprias da instituição.

Entre os itens proibidos estão

Medicamentos e itens sem finalidade pedagógica individual também não podem constar na lista.

Por outro lado, são permitidos materiais de uso pessoal e pedagógico, como cadernos, lápis, canetas, livros didáticos, tintas, pincéis e uma quantidade razoável de papel para uso individual do aluno.

Caso os pais identifiquem irregularidades, o primeiro passo é analisar cuidadosamente a lista e dialogar com a direção da escola.

Se o problema persistir, é possível registrar denúncia no Procon. Em Santa Catarina, o atendimento pode ser feito pelo telefone 151, por canais virtuais ou presencialmente em Florianópolis.

Por fim, conhecer a legislação fortalece o consumo consciente e contribui para uma relação mais transparente entre escola e família. Sempre que houver dúvida, buscar orientação nos órgãos de defesa do consumidor é a forma mais segura de garantir que a lei seja respeitada.

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