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Estado de saúde de Bolsonaro preocupa após piora em exames

Estado de saúde de Bolsonaro preocupa após piora em exames

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com Broncopneumonia bacteriana. De acordo com boletim médico divulgado neste sábado (14), o quadro clínico do ex-presidente segue estável, porém houve piora na função renal e aumento dos marcadores inflamatórios, o que exige atenção da equipe médica e manutenção do tratamento intensivo.

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Segundo o comunicado do hospital, Bolsonaro continua recebendo antibióticos, hidratação intravenosa, fisioterapia respiratória e motora, além de medidas preventivas contra Trombose Venosa.

No boletim, os médicos destacaram: “Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI neste momento”.

Internação ocorreu após mal-estar na prisão

O ex-presidente foi levado ao hospital na manhã de sexta-feira (13), depois de apresentar febre, náuseas e calafrios durante a madrugada. Na noite do mesmo dia, a equipe médica já havia informado que o quadro estava estabilizado após as primeiras horas de atendimento.

O cardiologista do ex-presidente, Leandro Echenique, explicou que houve melhora inicial após o início do tratamento.

“Agora ele está consciente, está conseguindo falar melhor. O desconforto respiratório foi amenizado. Então, nessas primeiras oito horas de tratamemento ele estabilizou. Está melhor, mas longe de estar em um quadro controlado”, afirmou.

Na ocasião em que passou mal, Bolsonaro estava detido em uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília.

Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e foi transferido para o hospital após o agravamento do quadro clínico.

Histórico recente de problemas de saúde

Desde que foi preso, o ex-presidente já enfrentou outros episódios de saúde que exigiram atendimento médico. Em setembro do ano passado, ainda em prisão domiciliar, Bolsonaro apresentou vômitos, tontura e queda de pressão arterial, precisando de acompanhamento médico.

Já em janeiro deste ano, enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, ele também foi hospitalizado após passar mal e sofrer uma queda dentro da cela, quando acabou batendo a cabeça em um móvel.

Posteriormente, Bolsonaro foi transferido para a Papudinha a pedido da defesa. A unidade possui estrutura com acompanhamento médico permanente, fisioterapia e adaptações para cuidados de saúde.

Apesar disso, os advogados do ex-presidente entraram com novos pedidos para que ele cumpra a pena em prisão domiciliar, alegando fragilidade de saúde.

No entanto, as solicitações foram negadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que manteve a decisão judicial de prisão.

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