A rotina de Maria Eduarda Lickoski mudou drasticamente quando ela descobriu a maternidade na adolescência aos 13 anos de idade. Após um período inicial de choque e o receio de contar para a família, a jovem enfrentou uma gestação de alto risco que culminou em um parto prematuro.
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Com apenas 27 semanas de gravidez, a bolsa de Maria rompeu durante a madrugada e forçou uma busca urgente por atendimento especializado. Como o hospital local não possuía UTI Neonatal, a adolescente precisou ser transferida para a cidade de Curitibanos para garantir a vida da filha.
A pequena Heloísa nasceu de parto normal, pesando pouco e apresentando um choro muito baixo devido à fragilidade de seus pulmões. O procedimento foi tão rápido que, em apenas dez minutos após a entrada na sala de parto, a bebê já estava sob cuidados médicos intensivos.
O período de internação durou dois meses, sendo trinta dias na UTI e outros trinta na unidade de cuidados intermediários. Nesse intervalo, Maria Eduarda precisou amadurecer precocemente para lidar com a rotina hospitalar e a ausência da mãe, que precisou retornar para casa.
Hoje, com cinco anos, Heloísa é descrita como uma criança saudável, ativa e muito amada por todos que acompanham sua trajetória de superação. A experiência transformou a visão de mundo da jovem mãe, que agora prioriza a responsabilidade e o cuidado integral com a filha.
Maria Eduarda reforça que a conexão estabelecida nesse processo é única e define sua identidade atual como mulher e progenitora. Ela destaca que “O único amor verdadeiro vai ser o dos nossos filhos. O amor que eles têm por nós e que a gente tem por eles é uma conexão assim que só nós mesmas que somos mães podemos explicar”.

