O ator, autor e diretor Juca de Oliveira faleceu aos 91 anos na madrugada deste sábado (21), em São Paulo. A causa da morte foi uma pneumonia associada a complicações cardíacas. Reconhecido como um dos grandes nomes das artes cênicas brasileiras, ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês desde o dia 13.
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Dono de uma carreira consistente e amplamente respeitada pelo público de Santa Catarina e de todo o Brasil, Juca construiu um legado pautado pelo comprometimento com a cultura.
Integrante da Academia Paulista de Letras, brilhou nos palcos ao longo de mais de 60 montagens teatrais. Em muitas delas, além de atuar como protagonista, também era responsável pela autoria dos textos, explorando personagens densos e desafiadores.
Na televisão, deixou sua marca ao interpretar figuras icônicas da dramaturgia nacional. Entre seus papéis mais memoráveis estão o enigmático João Gibão, de “Saramandaia” — lembrado especialmente pela cena em que sobrevoa a cidade —, o geneticista Augusto Albieri, em “O Clone” (2001), e o impiedoso Santiago Moreira, pai da vilã Carminha, no fenômeno “Avenida Brasil” (2012).

