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Bolsonaro pede ao STF autorização para nova cirurgia

Bolsonaro pede ao STF autorização para nova cirurgia

Foto: Divulgação

O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização judicial para realizar uma cirurgia no ombro direito. O pedido foi protocolado pela defesa no processo de execução penal em Brasília e sugere que o procedimento ocorra nos dias 24 ou 25 de abril, dependendo da autorização do ministro Alexandre de Moraes.

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A solicitação está fundamentada em relatórios médicos anexados ao processo, que apontam a necessidade da intervenção mesmo durante o cumprimento da prisão domiciliar.

Segundo os documentos, Bolsonaro voltou a sentir dores na região, e a equipe médica recomendou a realização de uma nova cirurgia como forma de evitar agravamento do quadro clínico.

Relatórios médicos e argumento humanitário embasam pedido

De acordo com os profissionais responsáveis pelo acompanhamento do ex-presidente, apesar de uma leve melhora recente nas dores, o procedimento cirúrgico continua sendo o tratamento mais indicado.

O objetivo é garantir a recuperação completa dos movimentos do ombro e evitar prejuízos futuros. Um laudo fisioterapêutico incluído no processo reforça que o adiamento da cirurgia pode comprometer a reabilitação a longo prazo.

Além disso, a defesa sustenta que o pedido tem caráter humanitário e visa assegurar o direito à saúde do ex-mandatário.

No documento encaminhado ao STF, os advogados destacam a importância do procedimento para a qualidade de vida do paciente.

“O que se busca é preservar a integridade física, a funcionalidade do membro acometido, a qualidade de vida e a própria dignidade do requerente”, afirmou a equipe jurídica.

Foto: Adriano Machado/Reuters

Situação jurídica e decisão pendente no STF

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação por envolvimento em tentativa de golpe de Estado. No entanto, desde março, ele está em prisão domiciliar por razões de saúde.

Na ocasião, o ex-presidente foi hospitalizado com broncopneumonia bacteriana bilateral, o que levou à adoção de medidas excepcionais para garantir tratamento médico adequado.

A decisão de converter o regime para prisão domiciliar humanitária foi tomada por Alexandre de Moraes e tem validade inicial de 90 dias. Durante esse período, Bolsonaro deve permanecer sob acompanhamento médico constante.

A Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado favoravelmente à medida anterior, relacionada à internação. Agora, os novos laudos ortopédicos fazem parte do monitoramento clínico exigido pelo STF.

A autorização para a cirurgia ainda depende da análise do ministro relator. Até lá, o ex-presidente segue aguardando a decisão judicial enquanto mantém o tratamento médico em curso.

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