O Centro de Bem-Estar Animal celebra uma década de atuação com números expressivos e impacto direto na comunidade caçadorense. Desde a criação, em 2016, o espaço vem ampliando sua estrutura e capacidade de atendimento, acumulando milhares de procedimentos e ações voltadas à saúde animal.
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A gerente Karin Luiza Ferreira destacou a evolução do serviço ao longo dos anos, com o crescimento na parte estrutural e na quantidade de atendimentos realizados. Ao longo desse período, foram cerca de 8 mil atendimentos e aproximadamente 10 mil castrações entre cães e gatos, além de outras cirurgias importantes, como retirada de tumores e procedimentos diversos.
Karin também explica que todos os animais atendidos passam por um processo completo dentro da unidade, com exames laboratoriais, de imagem e saem com medicação adequada, garantindo um atendimento integral.
Apesar dos avanços, a gerente reconhece que ainda há limitações. “Conseguimos contemplar todos? A gente não consegue”. Para ter acesso aos serviços, é necessário atender a alguns critérios sociais, como possuir o cadastro único atualizado e a renda familiar deve estar dentro do limite estabelecido.
Além dos atendimentos clínicos e cirúrgicos, o centro também atua em casos de maus-tratos, que vêm aumentando nos últimos anos. “Infelizmente, nos últimos anos a gente pode verificar que o que antes era um cão amarrado em uma corda pequena… agora não.” Segundo ela, os casos atuais envolvem agressões graves e até tentativas de morte, como situações recentes registradas no município.
Karin lamenta que muitos animais cheguem em estado crítico por demora no atendimento. Ela reforça que muitos casos poderiam ser evitados com ação mais rápida por parte dos tutores, evitando sofrimento e aumentando as chances de recuperação do animal.
O trabalho de fiscalização também conta com apoio da Guarda Municipal ou da Polícia Civil, que estão sempre presentes após ameaças sofridas por servidores durante atendimentos.
A gerente reforça que denúncias são investigadas e podem resultar em penalidades, já que os casos são formalizados por meio de laudos veterinários e boletins de ocorrência, seguindo para análise judicial.
Karin ainda faz um apelo à responsabilidade dos tutores. “Você escolheu ter esse animal, você trouxe ele para dentro da tua casa, é tua responsabilidade.” Ela destaca que quem não tem condições de cuidar adequadamente não deve manter um animal em situação de abandono ou sofrimento.
Atualmente, o Centro de Bem-Estar Animal abriga mais de 160 animais, a maioria cães vítimas de maus-tratos. Muitos estão em recuperação e não podem ser devolvidos às ruas até que estejam em condições adequadas de saúde.

