A redução das temperaturas em Santa Catarina não elimina os riscos da dengue. O alerta é da agente de combate às endemias da Secretaria de Saúde de Videira, Misslaine Nascimento, que reforçou a importância de manter os cuidados contra o mosquito Aedes aegypti também durante o inverno.
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Em entrevista, a profissional destacou que o frio reduz a reprodução do mosquito, mas não impede sua sobrevivência. Segundo ela, os ovos depositados em locais com água parada podem permanecer viáveis por meses, aguardando apenas o aumento da temperatura para eclodirem.
Mosquito continua ativo mesmo no frio
De acordo com Misslaine, muitas pessoas acreditam que o inverno elimina o risco da dengue por conta da diminuição dos mosquitos visíveis. No entanto, ela alerta que o Aedes aegypti vem se adaptando às mudanças climáticas e consegue sobreviver mesmo em períodos de temperaturas mais baixas.
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A agente reforça que recipientes como vasos de plantas, pneus, calhas, piscinas e potes de água de animais precisam continuar sendo monitorados regularmente para evitar o acúmulo de água.
Vacina ajuda, mas prevenção segue essencial
Durante a entrevista, Misslaine também ressaltou que a vacinação contra a dengue é importante, mas ainda não está disponível para toda a população, tornando os cuidados diários indispensáveis.
Segundo ela, eliminar os criadouros continua sendo a forma mais eficiente de combater a doença. A orientação é para que cada morador dedique alguns minutos da semana para verificar o quintal, terrenos próximos e até plantas aquáticas dentro de casa, locais que podem servir de ambiente ideal para o mosquito.
Trabalho de prevenção trouxe resultados positivos
A agente destacou ainda que a redução dos casos registrada neste ano em comparação ao anterior é resultado do trabalho de orientação, fiscalização e conscientização realizado nos bairros de Videira.
Ela explicou que a equipe segue atuando continuamente e que novos agentes estão sendo treinados para reforçar o combate à dengue no próximo verão.
A população também pode colaborar denunciando possíveis focos do mosquito diretamente à Vigilância Sanitária do município.

