O avanço da dengue acende um alerta em municípios do Meio-Oeste catarinense, especialmente em Caçador e Videira, onde o número de focos do mosquito Aedes aegypti tem aumentado nas últimas semanas, impulsionado pelas altas temperaturas e períodos de chuva. Já em Tangará, os números seguem baixos, mas a vigilância permanece ativa.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
Em Caçador, o crescimento dos focos foi confirmado pela agente de endemias Maria Helena Egger. Segundo ela, em março houve aumento significativo, com registros distribuídos em diversos bairros. A Vila Santa Catarina é uma das áreas que mais preocupa, com presença frequente de larvas identificadas em armadilhas monitoradas semanalmente.
Apesar das orientações, ainda são encontrados recipientes com água parada nas residências, como baldes e galões. A recomendação segue sendo o uso de cloro ou água sanitária para evitar a proliferação do mosquito. Mesmo com o aumento dos focos, o número de casos em 2026 é considerado baixo, diferente de 2025, quando o município registrou quase 300 confirmações. Ainda assim, Caçador permanece em nível de médio risco para infestação.
Veja também
Da compra ao prato: como escolher e preparar peixe com qualidade
Governo de SC aceita subsídio federal para conter alta do diesel
Em Videira, o cenário também exige atenção. O município já soma mais de 350 focos de dengue apenas nos primeiros meses de 2026, número que praticamente iguala todo o volume registrado ao longo de 2025. De acordo com a bióloga Lucieli Zago, o aumento está diretamente ligado ao calor e à presença de água parada nas residências.
Atualmente, a cidade conta com 153 armadilhas, que utilizam a técnica de ovitrampas para identificar ovos do mosquito antes mesmo da fase larval. Até o momento, foram registradas 171 notificações de casos suspeitos. Dois apresentaram resultado positivo no exame inicial, mas um foi descartado e o outro segue em análise. Mesmo sem confirmações oficiais, medidas preventivas já foram adotadas, como aplicação de inseticida em áreas monitoradas.
A preocupação das autoridades é com a possibilidade de transmissão local, especialmente com a chegada de pessoas infectadas de outros municípios. Em 2025, Videira enfrentou um cenário crítico, com mais de 300 casos confirmados, o que reforça o alerta para evitar uma nova epidemia.
Já em Tangará, a situação é mais controlada até o momento. O município registra apenas dois focos de dengue em 2026, além de um caso suspeito no interior que passou por novo exame e quatro casos negativos notificados. Ao todo, 142 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas.
Mesmo com realidades diferentes entre os municípios, as autoridades de saúde reforçam que a prevenção continua sendo a principal arma contra a doença. A eliminação de água parada, limpeza de terrenos e cuidados dentro das residências são fundamentais para evitar a proliferação do mosquito e o aumento de casos na região.

