Ver resumo
- Secretaria de Saúde de Videira integrou um drone para ampliar o combate à dengue em áreas de difícil acesso e imóveis fechados.
- Equipamento de alta resolução permite inspecionar piscinas, caixas d’água e calhas residenciais em busca de focos.
- Município já contabilizou mais de 30 focos do mosquito durante o inverno, índice considerado preocupante pelas equipes.
A Secretaria de Saúde de Videira implementou o uso de um drone para otimizar as operações voltadas ao combate e à prevenção da dengue no território municipal. O recurso tecnológico foi integrado à rotina dos agentes para alcançar pontos elevados e estruturas onde a inspeção presencial por terra encontra barreiras físicas, além de abranger residências que permanecem fechadas durante os horários comerciais.
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Segundo relatos da bióloga Luciéli Zago, vinculada à pasta municipal, a nova tecnologia amplia de maneira expressiva a capacidade operacional de varredura.
Atualmente, o município contabiliza quase 28 mil cadastros imobiliários que recebem periodicamente orientações e vistorias das equipes designadas para o monitoramento epidemiológico.
Uso de tecnologia contra a dengue
A ferramenta aérea conta com tecnologia de alta resolução para facilitar a visualização de pontos específicos com potencial de acúmulo de água parada. Entre as estruturas mapeadas estão caixas d’água elevadas, piscinas e calhas localizadas nos pátios e coberturas das residências fiscalizadas.
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A verificação de calhas sempre representou um desafio operacional para os agentes devido às limitações de acesso físico. Além disso, a cidade possui um quantitativo expressivo de piscinas que, por vezes, ficam sem o tratamento adequado durante os meses mais frios, transformando-se em potenciais criadouros do vetor da doença.
O emprego do dispositivo tecnológico possui caráter estritamente voltado à fiscalização epidemiológica, funcionando como suporte complementar às atribuições cotidianas desempenhadas pelas equipes de combate às endemias em campo.
Aumento de focos no inverno
As atividades de monitoramento e enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti mantêm atividade contínua mesmo nos períodos de temperaturas mais baixas.
Conforme os dados apresentados pela bióloga Luciéli Zago, o município costumava registrar uma média de um a cinco focos durante o inverno em anos anteriores, mas o cenário mudou drasticamente com a identificação de mais de 30 ocorrências em 2026.

O volume de registros gera alerta entre os profissionais da área de saúde, principalmente diante do padrão pluviométrico observado nos últimos meses.
A previsão de continuidade de chuvas reforça a necessidade de atenção redobrada com recipientes que possam reter líquido e acelerar a proliferação de larvas.
A Secretaria de Saúde orienta que os moradores mantenham vistorias diárias nas dependências internas e externas das propriedades. Objetos de pequeno porte deixados ao ar livre, como tampas e embalagens, possuem capacidade de acumular água e servir de criadouro.
Considerando que o ciclo reprodutivo do vetor pode se completar em aproximadamente sete dias, a recomendação oficial é pela vistoria frequente dos espaços. A participação ativa da comunidade é apontada como fator determinante para conter a circulação do inseto e evitar uma epidemia na região.




