Pensando na preservação do meio ambiente e na segurança sanitária da comunidade de Videira, o Hospital Salvatoriano Divino Salvador (HSDS) iniciou nesta segunda-feira (10) a operação de uma nova estação de tratamento de efluentes. O sistema permitirá que todo o esgoto produzido pela instituição passe por um processo de tratamento antes de ser destinado à rede municipal.
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A iniciativa faz parte de um projeto de infraestrutura desenvolvido ao longo de cerca de um ano e tem como objetivo ampliar a capacidade de tratamento dos resíduos gerados pelo hospital, garantindo mais responsabilidade ambiental e proteção à saúde pública.
De acordo com o diretor do hospital, Geovani Bedin, o investimento está alinhado aos valores institucionais da entidade, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade e ao cuidado com a comunidade. Segundo ele, o projeto envolveu planejamento, construção da estrutura e instalação de equipamentos específicos para o tratamento dos efluentes.
“Esse projeto já vem de cerca de um ano de construção e estrutura. Dentro dos nossos valores salvatorianos, entendemos que a sustentabilidade e o cuidado com o meio ambiente são de suma importância. A correta destinação dos efluentes não ajuda somente a instituição, mas toda a comunidade de Videira e região”
Com o novo sistema, todo o material gerado nas atividades do hospital passará por tanques de tratamento antes de seguir para a rede municipal.
Novo sistema amplia capacidade de tratamento no hospital
A enfermeira de qualidade do hospital, Alexandra Batistella Buss, explica que a nova estação substitui uma estrutura antiga que já não comportava a demanda atual da instituição.
“Hoje damos o start da nossa nova estação de tratamento de efluentes, que tem o objetivo de atender toda a demanda do hospital. Antigamente já tínhamos uma estação, porém ela não estava mais atendendo a quantidade de efluentes produzidos aqui”
Segundo Alexandra, a ampliação da capacidade é essencial para garantir que os resíduos hospitalares sejam tratados de maneira adequada antes de retornarem ao meio ambiente. “Precisamos ampliar isso para que nossos resíduos sejam tratados de forma correta e não acabem ocasionando poluição. Esse espaço é extremamente importante para manter nossos valores, especialmente a sustentabilidade, e garantir a qualidade dos nossos atendimentos”, acrescentou.
O responsável pela manutenção do hospital, Eduardo Bonetto, explica que a instalação da estação exigiu meses de planejamento e execução. Ele destaca que o processo envolveu desde a elaboração do projeto civil até a instalação dos tanques e a solução de desafios logísticos durante a obra.
“Começou com bastante planejamento. Demorou para fechar o projeto civil, que inclui base e lajes. Depois instalamos os tanques e enfrentamos alguns desafios logísticos. Inclusive foi necessário trazer um guindaste de fora, de Chapecó, para a instalação”
Com a nova estrutura, a estação terá capacidade de tratar quase 100 mil litros de esgoto por dia, devolvendo a água ao meio ambiente em condições semelhantes às da água da chuva. “Todo o esgoto produzido dentro do hospital será tratado antes de ser devolvido ao meio ambiente”, destacou Bonetto.
Hospital alerta para possíveis odores temporários
Em nota divulgada nas redes sociais, o hospital informou que durante os primeiros dias de funcionamento do novo sistema podem ocorrer situações pontuais, como extravasamento temporário da rede ou presença de odores nos arredores da instituição.
Segundo o HSDS, essas situações podem acontecer durante o período inicial de adaptação da nova estação. A instituição reforçou que essa etapa é necessária para a adequação do sistema e para a melhoria da infraestrutura, com foco em mais segurança, eficiência e responsabilidade ambiental. O hospital também informou que equipes técnicas estarão acompanhando todo o processo para evitar intercorrências e reduzir ao máximo qualquer impacto à comunidade do entorno.

