Santa Catarina contabilizou 2.596 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nos primeiros quatro meses de 2026, segundo atualização do Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do SUS (Cieges-SC), divulgada nesta sexta-feira (24). Apesar do número expressivo, o cenário mostra redução em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 3.064 casos.
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS
O monitoramento estadual, baseado em semanas epidemiológicas, indica uma queda de 15,2% até a 16ª semana de 2026.
Embora as primeiras semanas do ano tenham registrado aumento de casos, a tendência de redução começou a ser observada nas últimas cinco semanas analisadas.
Mortes e principais municípios afetados
Até o momento, o estado confirmou 138 mortes por SRAG em 2026, número inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados 154 óbitos.
Veja também
Justiça Eleitoral reforça atendimento e alerta prazo final para regularização do título de eleitor
Família que teve casa destruída em incêndio pede ajuda para reconstrução
Entre os municípios com maior número de casos,
- Florianópolis lidera com 350 registros, seguida por
- Criciúma (281),
- Joinville (164),
- São José (152) e
- Balneário Camboriú (126).
Influenza e rinovírus seguem como principais causas
A SRAG pode ser causada por diferentes agentes, incluindo influenza, Sars-Cov-2, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus.
Em Santa Catarina, dos 2.596 casos registrados, 368 foram associados à influenza, que também resultou em 76 internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O vírus foi responsável por 24 mortes no período.
Segundo o boletim InfoGripe, da Fiocruz, Santa Catarina segue na contramão de outras regiões do país, apresentando aumento de casos de SRAG associados à Influenza A, especialmente em comparação com estados que já registram queda.
O rinovírus, causador do resfriado comum, também tem impacto relevante no estado, representando 19,61% dos casos de SRAG. Foram 509 confirmações, com 122 internações em UTI e 13 mortes registradas.
Sintomas e prevenção continuam sendo alerta
De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sintomas da SRAG incluem dificuldade para respirar, sensação de peso no peito, lábios arroxeados, febre persistente e perda de apetite.
A recomendação das autoridades é manter a vacinação em dia, especialmente contra gripe e Covid-19, além de adotar medidas de higiene e prevenção.
Entre as principais orientações estão a lavagem frequente das mãos, evitar contato com pessoas sintomáticas, manter alimentação saudável e utilizar máscara em ambientes fechados ou de risco. A vacinação segue como principal estratégia para reduzir casos graves e hospitalizações no estado.

