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Mulher morre após usar caneta emagrecedora contrabandeada sem acompanhamento médico

Mulher morre após usar caneta emagrecedora contrabandeada sem acompanhamento médico

Foto: Reprodução

Uma mulher morreu após passar mal em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, depois de utilizar uma caneta emagrecedora sem acompanhamento médico e adquirida de forma irregular. O caso ocorreu após a aplicação da quinta dose de tirzepatida, medicamento que teria sido contrabandeado do Paraguai.

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Segundo informações repassadas por familiares à Rádio Menina, a aplicação teria sido realizada por uma pessoa sem formação na área da saúde e sem qualquer conhecimento técnico. Pouco tempo depois, a vítima começou a apresentar sinais de mal-estar ainda na manhã de sexta-feira (1º).

Quadro grave e múltiplas paradas cardíacas

De acordo com o relato do sogro, a mulher foi encontrada caída dentro da própria residência. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou um quadro crítico, com pressão arterial extremamente baixa, registrada em 7 por 4, além de arritmia cardíaca.

Ela foi encaminhada inicialmente a uma unidade de pronto atendimento, onde sofreu três paradas cardíacas. Após procedimentos de reanimação, a paciente foi transferida para um hospital da região. No entanto, durante o atendimento hospitalar, voltou a sofrer novas paradas e não resistiu.

Em depoimento, o familiar afirmou: “Ela teve mais três paradas, foi entubada e, um tempo depois, o pior aconteceu”.

Uso de canetas emagrecedoras exige prescrição médica

As chamadas canetas emagrecedoras pertencem ao grupo de medicamentos agonistas de GLP-1, que incluem substâncias como semaglutida e tirzepatida. Esses produtos são utilizados no tratamento de diabetes e obesidade, mas exigem prescrição e acompanhamento médico rigoroso.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já reforçou regras mais rígidas para o controle desses medicamentos. Agora, a venda só pode ser feita mediante receita médica em duas vias, com retenção obrigatória na farmácia, e validade de até 90 dias.

Segundo a Anvisa, a medida busca reduzir riscos à saúde, já que foram registrados eventos adversos relacionados ao uso inadequado dessas substâncias, principalmente fora das indicações aprovadas.

Risco de uso irregular e contrabando

Autoridades alertam ainda para o aumento da entrada irregular desses medicamentos no país, muitas vezes sem controle sanitário, como no caso de produtos contrabandeados.

Apesar disso, a prescrição “off label” continua permitida quando feita por médicos, desde que haja avaliação clínica e consentimento do paciente.

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