Ocupação de UTIs atinge 96,8% no Hospital Divino Salvador e levanta alerta 

Alta taxa registrada nos primeiros 15 dias de junho supera a média dos meses anteriores. Hospital reforça monitoramento e gestão da capacidade assistencial

O Hospital Divino Salvador, referência em atendimento no Meio-Oeste de Santa Catarina, registrou uma taxa de ocupação de 96,8% nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nos primeiros 15 dias de junho de 2025. O número revela uma utilização quase total da estrutura disponível e já ultrapassa a média registrada nos meses anteriores, acendendo um sinal de alerta para a gestão hospitalar e para o sistema de saúde da região.

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Com 18 leitos de UTI distribuídos entre duas unidades – UTI 1 e UTI 2 – o hospital atende pacientes clínicos, cirúrgicos e casos encaminhados via SISREG (Sistema de Regulação), todos em estado grave e necessitando de cuidados intensivos.

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Segundo a direção da instituição, a taxa de ocupação de leitos de UTI é um dos principais indicadores para monitorar a capacidade de atendimento, avaliar a eficiência do uso dos recursos e antecipar possíveis ajustes operacionais diante de um aumento súbito na demanda.

O índice de 96,8% registrado neste início de junho representa um salto significativo em relação aos meses anteriores e pode indicar uma tendência de aumento na procura por terapia intensiva, especialmente com a chegada do inverno. Entre os fatores que contribuem para esse cenário estão o crescimento de internações por doenças respiratórias, complicações clínicas e maior volume de cirurgias hospitalares.

Esse cenário reforça a necessidade de planejamento estratégico e ações preventivas por parte da instituição. A gestão hospitalar já monitora de forma contínua a ocupação dos leitos, com foco em manter a segurança do paciente, a agilidade na regulação de vagas e a qualidade da assistência.

Papel essencial do SISREG e das UTIs

Parte das internações nas UTIs do Hospital Divino Salvador ocorre por meio do SISREG, sistema que organiza as filas para atendimento intensivo com base em critérios clínicos. A alta ocupação por vários dias consecutivos pode gerar impacto na fila de espera e exigir respostas rápidas da rede regional de saúde.

As UTIs têm papel decisivo na recuperação de pacientes em estado crítico, o que torna sua gestão ainda mais sensível. A instituição destaca que, mesmo diante da alta taxa registrada, segue atuando com protocolos rigorosos, equipe especializada e suporte para garantir a eficiência no uso da capacidade instalada.

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Fonte:
Ernesto Júnior | Rádio Videira com informações Ascom | HSDS

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