Foto: Canva
Com o avanço preocupante da dengue nas cidades do meio-oeste de Santa Catarina, o repelente se tornou um item indispensável na proteção contra o mosquito transmissor da doença. No entanto, é importante ressaltar que nem todos os repelentes são eficazes contra o Aedes aegypti. Quais repelentes protegem contra o Aedes Aegypti?
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O farmacêutico GianCarlo Geremias destaca a Anvisa recomendam que, para ser efetivo contra o mosquito da dengue, o repelente deve conter uma das seguintes substâncias:
Sendo que cada um possui suas características específicas em relação à duração da proteção oferecida.
“A Icaridina é uma substância com uma duração um pouco maior, mas é crucial verificar a concentração, pois marcas no mercado podem conter apenas 2% de Icaridina, o que não oferece resultados tão satisfatórios. Deve-se buscar produtos com concentração acima de 10% para uma proteção eficaz”, explica Geremias.
Ele acrescenta que a substância DEET é a mais comum dentre os repelente, oferecendo proteção por aproximadamente 6 horas. Já o IR3535 também é eficaz, mas sua duração é menor. É fundamental seguir as orientações de reaplicação, evitando o uso excessivo para prevenir possíveis casos de intoxicação.
Geremias destaca ainda a importância do uso de repelentes mesmo por pessoas que já contraíram dengue. “O mosquito pode transmitir o vírus ao picar uma pessoa doente e, em seguida, picar outras, espalhando a doença. Portanto, é essencial que todos se protejam”, enfatiza.
Quanto ao uso em crianças, o farmacêutico tranquiliza os pais, explicando que não é necessário um repelente específico para os pequenos. “As crianças podem utilizar o mesmo repelente dos adultos, desde que seja indicado para uso infantil. Os rótulos geralmente trazem essa informação”, esclarece.
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Apesar das três substâncias serem as mais indicadas contra o mosquito da dengue, nem todas são recomendadas para todas as faixas etárias.
A depender da faixa etária, algumas substâncias são mais indicadas do que outras:
Para aqueles que buscam alternativas medicamentosas para combater ou prevenir a dengue, o farmacêutico alerta sobre a disseminação de informações falsas. “Existem muitos boatos sobre o uso de medicamentos, como o Complexo B, mas não há comprovação de sua eficácia. O tratamento da dengue consiste principalmente no alívio dos sintomas, não existindo uma cura definitiva”, conclui o farmacêutico.
A Anvisa indica que inseticidas em spray podem ser utilizados para matar o transmissor da dengue. O órgão alerta que os produtos naturais, à base de citronela e óleo de cravo, por exemplo, não possuem comprovação de eficácia.
A aplicação do repelente da forma correta também é essencial para a proteção contra o mosquito – e para evitar qualquer tipo de irritação da pele.
Além de se atentar à durabilidade do produto para a reaplicação ser feita em intervalos certos de tempo, o repelente deve ser utilizado somente nas áreas expostas e nunca por baixo da roupa.
Os dermatologistas lembram que o início da manhã e o fim da tarde são os horários preferidos de circulação da fêmea. Com isso, eles recomendam atenção especial para o uso do repelente nesses momentos do dia.
Outros cuidados importantes na aplicação dos produtos são:
Diante desse cenário, é essencial que a população se informe corretamente e adote medidas preventivas, como o uso adequado de repelentes, para combater a propagação da dengue e proteger a saúde de todos.
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