Santa Catarina registra mais de 35 mil afastamentos por saúde mental em 2024

Entre as causas mais comuns de afastamento estão reações ao estresse, seguidas por ansiedade, episódios depressivos e depressão recorrente

Em 2024, Santa Catarina enfrentou um número alarmante de afastamentos do trabalho relacionados à saúde mental, com mais de 35 mil registros. O Estado aparece como o quarto no ranking nacional, segundo dados oficiais do Ministério da Previdência Social.

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Ao todo, foram mais de 3,5 milhões de pedidos de licença registrados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o Brasil no último ano. Desses, 472 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais, recebendo o benefício de incapacidade temporária, anteriormente conhecido como auxílio-doença.

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Entre as causas mais comuns de afastamento estão reações ao estresse (28,6%), seguidas por ansiedade (27,4%), episódios depressivos (25,1%) e depressão recorrente (8,46%).

No ranking dos Estados, São Paulo lidera com 133 mil afastamentos, seguido por Minas Gerais (70 mil) e Rio Grande do Sul (39 mil). Santa Catarina ocupa a quarta posição, enquanto o Rio de Janeiro aparece com 33 mil registros por problemas de saúde mental.

Além disso, segundo levantamento do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de afastamentos no país aumentou 134% entre 2022 e 2024.

Nova regulamentação NR-1 trará mudanças significativas

Com a preocupação crescente, o Ministério do Trabalho atualizou a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entra em vigor em 26 de maio de 2026. Essa norma estabelece regras para garantir a saúde e segurança no ambiente profissional.

A principal novidade é a inclusão dos riscos psicossociais, como assédio, estresse e sobrecarga de trabalho, que agora devem ser identificados e controlados pelas empresas.

Além disso, a norma exige a participação ativa dos colaboradores. As empresas deverão promover diálogos constantes com os funcionários e envolvê-los nas ações preventivas.

Entre as medidas obrigatórias, destacam-se a necessidade de apoio psicológico, melhoria na comunicação interna e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

As companhias também precisarão realizar simulações de emergência, para testar os protocolos de segurança e corrigir possíveis falhas.

Essas atualizações buscam reduzir o impacto crescente dos transtornos mentais no mercado de trabalho e proteger a saúde dos trabalhadores.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações ND Mais

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