SC registra 4 casos de problemas neurológicos por canetas emagrecedoras

A preocupação maior é com produtos irregulares e falsificados, que podem trazer sérios riscos à saúde

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Santa Catarina alertou sobre os riscos do uso inadequado de canetas emagrecedoras, medicamentos injetáveis à base de tirzepatida e retatrutida. Segundo a pasta, foram registrados quatro casos de problemas neurológicos relacionados a esses produtos, embora ainda não haja registro de pancreatite associada ao uso dessas canetas no Estado.

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“A preocupação maior está relacionada ao acesso a produtos irregulares e falsificados”, afirmou a SES.

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O uso indiscriminado dessas medicações pode trazer graves consequências à saúde.

Especialistas reforçam que o consumo deve ser sempre acompanhado por profissionais habilitados, seguindo a prescrição médica. Medicamentos adquiridos de forma clandestina ou fora das farmácias regulamentadas podem apresentar riscos ainda maiores.

Alerta da Anvisa e restrições recentes

A Anvisa emitiu um alerta de farmacovigilância sobre os perigos do uso inadequado de medicamentos com receptor GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras.

Em janeiro, a agência proibiu a comercialização, fabricação, importação e divulgação das canetas à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, bem como de todos os produtos com retatrutida, por ausência de registro sanitário no Brasil.

A proibição se aplica a qualquer lote produzido desde 2020.

Anvisa investiga seis mortes suspeitas por uso de canetas emagrecedoras
Foto: Reprodução

Quebra de patente e impacto no mercado

No cenário político, a Câmara dos Deputados aprovou em regime de urgência o projeto de lei que propõe a quebra de patente do Mounjaro e do Zepbound, com 337 votos favoráveis e 19 contrários.

Para o deputado Dr. Mário Heringer (PDT-MG), autor da proposta, a medida é essencial para viabilizar o acesso em larga escala ao tratamento, permitindo que o preço dos medicamentos no Brasil seja reduzido e tornando-os mais acessíveis à população.

Com essa ação conjunta entre órgãos de fiscalização, saúde pública e política, busca-se proteger os usuários e promover o acesso seguro aos medicamentos emagrecedores, evitando efeitos colaterais graves e riscos desnecessários à população.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações ND Mais

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