A Secretaria Municipal de Saúde de Videira reforçou o alerta para que a população mantenha os cuidados contra a dengue durante o inverno. Apesar da queda nas temperaturas, o mosquito Aedes aegypti continua circulando no município e novos focos seguem sendo encontrados pelas equipes de vigilância.
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Em entrevista à Rádio Videira, a bióloga Luciele Zago destacou que o trabalho de combate à dengue é realizado durante todo o ano e não deve ser interrompido nos meses mais frios.
Segundo a profissional, as condições climáticas registradas nas últimas semanas, com alternância de temperatura e volumes frequentes de chuva, favorecem o desenvolvimento do mosquito, aumentando a necessidade de atenção por parte dos moradores.
Frio não elimina o risco
Luciele explica que muitas pessoas acreditam que o inverno reduz completamente a presença do mosquito, mas essa percepção não corresponde à realidade.
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De acordo com ela, o município continua encontrando recipientes com larvas do Aedes aegypti, inclusive positivas para o vetor da dengue.
“encontrando muitos depósitos ainda, inclusive com larvas positivas pra Aedes aegypti.”
A bióloga lembra que Videira está infestada pelo mosquito desde 2023 e que a espécie vem demonstrando adaptação às variações climáticas.
Os ovos depositados pela fêmea podem permanecer viáveis por mais de um ano, aguardando condições favoráveis para eclodirem.
Lixo concentra a maioria dos focos
Atualmente, as equipes da Vigilância em Saúde concentram as ações em bairros considerados prioritários, definidos a partir de estudos de estratificação de risco.
Segundo Luciele, cerca de 80% dos focos identificados estão relacionados ao descarte inadequado de materiais que acumulam água.
“80% dos nossos focos e das nossas coletas de larvas estão sendo efetuadas em locais com concentração de lixos e entulhos.”
Diante desse cenário, a Secretaria de Saúde teme que o município volte a enfrentar uma epidemia no próximo verão caso a população não intensifique os cuidados.
Agentes de endemias precisam ter acesso aos imóveis
Outro ponto destacado pela bióloga é a importância da colaboração dos moradores durante as visitas dos agentes de endemias.
Segundo ela, algumas equipes ainda enfrentam resistência para realizar as inspeções nos imóveis, o que dificulta o trabalho de prevenção.
Luciele explica que os profissionais não entram nas residências. A vistoria ocorre apenas na área externa dos terrenos, onde costumam ser encontrados recipientes que acumulam água.
Recentemente, durante uma visita, a equipe localizou um balde quebrado com água parada que havia passado despercebido pelo morador. Embora o recipiente não apresentasse larvas, o caso serviu como exemplo de que pequenos objetos podem se transformar em criadouros do mosquito.
Ao final da entrevista, a bióloga reforçou o pedido para que a comunidade mantenha os quintais limpos, elimine recipientes que possam acumular água e receba os agentes durante as visitas de rotina. Segundo ela, o combate à dengue depende do trabalho conjunto entre o poder público e a população.

