A Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp) está desenvolvendo um projeto de extensão voltado ao atendimento fisioterapêutico de idosos residentes na Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) São José. A iniciativa aproxima os acadêmicos da prática profissional e, ao mesmo tempo, contribui para a promoção da saúde, da autonomia e do bem-estar dos acolhidos.
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As atividades são realizadas por estudantes do curso de Fisioterapia, que colocam em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula por meio de um trabalho que combina acompanhamento físico e atenção humanizada. O objetivo é melhorar a mobilidade e preservar, dentro das possibilidades de cada residente, a capacidade para realizar atividades do cotidiano.

O professor do curso de Fisioterapia da Uniarp, Rafael Ingo Lincoski, ressaltou que a atuação fisioterapêutica tem como objetivo trazer independência e proporcionar uma melhora nas condições físicas e metabólicas. “Trabalhamos em um atendimento conjunto e multidisciplinar para demonstrar aos alunos todo o poder que conseguimos agregar às pessoas”, pontuou o docente.
Durante os atendimentos, os acadêmicos desenvolvem terapias e exercícios direcionados às necessidades individuais dos idosos. As ações procuram aprimorar as funções motoras e restabelecer a mobilidade daqueles que apresentam dificuldades de movimentação.
A acadêmica Vitória Maria Bergonsi relata que, após aproximadamente um mês de acompanhamento contínuo, já é possível perceber uma evolução considerável na movimentação dos atendidos. Os resultados aparecem especialmente na manutenção e no resgate de capacidades físicas que podem fazer diferença na rotina dos residentes.

Mesmo nos casos em que a recuperação completa dos movimentos não é possível em razão da idade avançada ou de limitações de saúde, o trabalho busca preservar a mobilidade existente e proporcionar mais independência.
Além dos ganhos físicos, o projeto tem proporcionado aos acadêmicos uma experiência marcada pelo contato humano e pela criação de vínculos afetivos com os idosos.
A acadêmica Alana Schwartz destaca que a empatia construída durante os atendimentos é um dos principais diferenciais da iniciativa. Muitos dos residentes não recebem visitas ou não contam com familiares próximos, fazendo com que as sessões também se transformem em momentos de convivência e acolhimento.
A intenção é fazer com que a fisioterapia seja percebida não apenas como uma atividade voltada à recuperação física, mas também como um momento de alegria e interação.





