Doce e nutritivo: Como está a colheita do caqui?

Os meses de março e abril marcam a colheita do caqui, uma fruta doce e nutritiva, que agrada o paladar de muita gente. E a cultura pode ser uma alternativa de renda extra ao homem do campo. A produção em SC é pequena. Mas dos 10 municípios que mais se destacam na cultura, oito são da região Meio Oeste, de acordo com o IBGE. A família Denardi é tradicional na fruticultura há quatro gerações. E há quatro anos, César Denardi apostou na produção de caqui, uma alternativa para escalonar a colheita e ter uma renda extra. Segundo o produtor, o cultivo do caqui exige menos cuidados do que outras frutas.

No pomar arrendado na linha Rio Preto, no município de Rio das Antas, são mil pés de caqui das variedades fuiu e kioto. A produção média é de 100 toneladas por safra, mesmo em um ano de adversidades climáticas.

Após a colheita, o caqui é selecionado, embalado e armazenado em câmara fria, antes de chegar ao mercado. O César vende as frutas para um distribuidor que abastece os Ceasas do Paraná e SC.

O preço médio esteve em 3 reais o quilo para frutos de maior calibre, e 2 reais o médio. Após a primeira quinzena de março o preço caiu para 1 real. A tendência é sempre cair pela metade quando começar pra valer a colheita no Rio Grande do Sul.

Para o produtor, a maior vantagem da cultura do caqui é a possibilidade de cultivo em uma área pequena e com baixo investimento.

Segundo dados do IBGE, do Censo Agro 2017, apenas 140 agricultores cultivam caqui em SC, o equivalente a 1.200 toneladas por safra. Entre os 10 municípios com produção mais expressiva da fruta, oito estão na região meio Oeste: Videira, Rio das Antas, Fraiburgo, Tangará, Arroio Trinta, Pinheiro Preto, Caçador e Salto Veloso. E qual é o segredo para escolher um bom caqui no mercado? César contou tudo na reportagem. Assista!

Fonte: RBV Notícias