Em meio a polêmica compra dos respiradores, Chefe da Casa Civil de SC é exonerado

O chefe da Casa Civil de Santa Catarina, Amandio João da Silva Júnior, foi exonerado do cargo nesta sexta-feira, 26. Ele assumiu a pasta em 11 de maio, após o chefe anterior, Douglas Borba, ter pedido exoneração do cargo. Com a saída, a Casa Civil será assumida por Juliano Chiodelli, que era subchefe.

A saída de Amandio, e também de Sandro Pinheiro, assessor especial da Casa Civil, foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e ocorre em meio as investigações relacionadas a compra de 200 respiradores pelo Governo do Estado, que pagou antecipadamente R$ 33 milhões, mas que ainda não foram entregues. Agora o Estado tenta reaver os recursos. Uma força-tarefa, que inclui Polícia Civil e Ministério Público, investiga o caso.

Os nomes dos dois apareceram durante uma das sessões desta semana da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) que apura possíveis irregularidades na compra dos respiradores.

Em nota, o Governo do Estado agradeceu o trabalho de Amandio, mas não menciona de quem partiu o pedido de exoneração. No entanto, a nota deixa claro que a saída está relacionada à CPI.

“Comunicamos a exoneração do Chefe da Casa Civil, Amandio João da Silva Junior. Com isso, o ex-secretário pode melhor prestar seus esclarecimentos pessoais perante as autoridades constituídas em relação aos fatos relacionados à sua atividade profissional desenvolvida na iniciativa privada”, informou o Governo.

Investigação

Na sessão que ouviu o empresário Samuel de Brito Rodovalho foi divulgada uma imagem de uma chamada de vídeo na qual Rodovalho aparece com três homens. Um deles é Amandio, que ainda não ocupava o cargo na ocasião, e o assessor Sandro Pinheiro. Amandio deve ser ouvido na CPI no fim do mês.

Segundo o ex-chefe da Casa Civil, a foto apresentada na CPI se trata de uma reunião via web para apresentação de um projeto para testes do Covid-19 em Florianópolis feita do dia 22 de abril em negócio da iniciativa privada, onde atuava. Ainda segundo ele, o negócio não foi feito. Já Sandro disse que quando a gravação foi feita ele não era servidor.

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