Foto: MPSC, Reprodução
A Operação Mata Atlântica em Pé, que abrange 17 estados brasileiros, identificou 17 mil hectares de vegetação nativa desmatada ilegalmente, um aumento de quase dois mil hectares em relação a 2023. Com multas totalizando mais de R$ 137 milhões, este foi o maior valor já registrado pela operação, conforme a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa).
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A sétima edição da operação começou em 16 de setembro, utilizando a tecnologia do MapBiomas para fiscalizações.
A operação foi coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), com participação de 17 estados neste ano, sendo eles
Em Santa Catarina, as ações iniciaram em 9 de setembro e atenderam 159 alertas em uma área de 286,56 hectares, resultando em R$ 2,2 milhões em multas.
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Fernanda Broering Dutra, Coordenadora do CME do Ministério Público de Santa Catarina, destacou a importância da atuação coordenada entre os estados para proteger o bioma, já que os danos do desmatamento não respeitam fronteiras.
Em Águas Frias, uma investigação revelou que a área desmatada era três vezes maior do que o inicialmente identificado, segundo o Promotor de Justiça Gustavo Moretti Staut Nunes.
“Embora não tenha sido possível identificar de imediato o responsável pela área, constatamos que o espaço desmatado é aproximadamente três vezes maior que aquele estabelecido pelo sistema de alertas. A PMA irá elaborar o relatório a partir das imagens obtidas com o drone e demais fotos do local, bem como diligenciar pelo responsável do imóvel para oitiva e autuação” explica o Promotor de Justiça Gustavo Moretti Staut Nunes.
Alexandre Gaio, presidente da Abrampa, enfatizou que a destruição da vegetação nativa contribui para eventos climáticos extremos no Brasil, e o Ministério Público está atuando para responsabilizar os infratores.
Dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica indicam uma perda de 14.697 hectares de floresta nativa entre 2022 e 2023, representando uma queda de 27% na taxa de desmatamento.
Polícia Militar Ambiental de Caçador atua na operação
Na região Meio Oeste de Santa Catarina o trabalho é realizado pela Polícia Militar Ambiental do 15º Batalhão de Caçador. O policial militar ambiental Osmar Sonego, disse que desde 2018 esta operação é realizada no mês de setembro buscando atender os alertas que são enviados por meio de satélites, envolvendo o desmatamento na região. Assista a entrevista no vídeo acima.
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