Ícone do site PortalRBV

Caminhoneiros de SC entram em greve devido à alta do diesel

Caminhoneiros de SC entram em greve devido à alta do diesel

Foto: Miguel Schincariol/AFP

Caminhoneiros de Santa Catarina decidiram aderir a uma mobilização nacional da categoria e já começaram a se organizar no Litoral Norte do estado. A articulação do movimento teve início na terça-feira (17), após decisão tomada em assembleia, e a greve deve começar oficialmente nesta quinta-feira (19), a partir das 13h.

PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS

Em Itajaí, por exemplo, diversos motoristas estão concentrados no posto Dalçoquio, localizado no bairro Salseiros.

Mobilização ganha força no litoral catarinense

A paralisação reúne profissionais de diferentes cidades da região, como Navegantes, Imbituba e Itapoá, e ocorre de forma integrada com outros importantes polos portuários do Brasil.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac), Vanderlei de Oliveira, a adesão regional acompanha uma articulação nacional da categoria.

“Ficou deliberado que a greve nacional vai ser aderida em Itajaí, Navegantes, Imbituba e Itapoá. Isso está sendo organizado em conjunto com portos como Rio Grande, Paranaguá, Santos, Rio de Janeiro, Bahia e Suape”, afirmou.

Além disso, o principal motivo da insatisfação dos caminhoneiros está diretamente ligado ao aumento constante do preço do diesel e à falta de reajustes proporcionais no valor do frete. Segundo o dirigente, essa diferença tem impactado diretamente a renda dos profissionais.

Diesel caro e frete defasado impulsionam protestos

“O diesel subiu e o frete não acompanhou. Essa é a questão nacional”, destacou. Ainda conforme ele, a categoria cobra a aplicação do chamado “gatilho do frete”, mecanismo criado após a greve de 2018, que prevê reajustes automáticos sempre que há aumento no combustível, mas que não estaria sendo aplicado.

“A reclamação maior é que o gatilho do diesel no frete não foi acionado pelo governo. Esse é um dos pivôs da greve. Além disso, há empresas pagando abaixo da tabela mínima”, completou Vanderlei de Oliveira.

Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga

Em nota, a Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga informou que a paralisação foi definida de forma “legítima e organizada”, alinhada com pautas discutidas em todo o país. A entidade também alertou que o movimento pode crescer caso não haja resposta das autoridades.

“Estamos acompanhando toda essa situação e acreditamos que seguiremos o mesmo caminho da Baixada Santista. A categoria está unida e não pode mais trabalhar no prejuízo”, afirmou o diretor da ANTC, Sérgio Pereira.

Falta de diálogo e aumento do diesel agravam cenário

A entidade ressalta que os caminhoneiros não desejam paralisar as atividades, porém apontam a falta de diálogo como fator decisivo para a greve.

“Infelizmente, chegamos a este ponto porque nossas reivindicações não têm sido atendidas. A categoria não deseja parar, mas essa se torna a única alternativa para sermos ouvidos”, diz o comunicado.

O cenário se agravou ainda mais após o reajuste de 11,6% no preço do diesel anunciado pela Petrobras às distribuidoras. Como resultado, o impacto no transporte rodoviário tende a ser imediato, já que o combustível representa uma das maiores despesas da atividade.

“Cada operação tem características próprias, mas a estimativa geral aponta para um reajuste entre 10% e 12% no valor do frete”, afirmou Sérgio Pereira.

Por fim, o dirigente destacou que muitos caminhoneiros autônomos já reduziram suas atividades devido ao aumento dos custos operacionais.

“Em alguns casos, chega a ser mais viável manter o caminhão parado do que operar com prejuízo. Muitos profissionais aguardam uma estabilização do mercado para retornar”, concluiu.

Nossas Redes Sociais

YouTube

Facebook

Instagram

Sair da versão mobile