Florianópolis lidera consumo de maconha entre adolescentes no país

Em Santa Catarina, o uso recente da droga é de 3,7%, acima da média nacional

Florianópolis se destaca como a capital brasileira com maior consumo recente de maconha entre estudantes de 13 a 17 anos, alcançando 7,5%, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo IBGE. O índice supera Porto Alegre, segunda colocada, que registrou 5,5%.

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Apesar do patamar elevado, houve queda em relação a 2019, quando 9,4% dos adolescentes da capital relataram uso da droga. Segundo o IBGE, essa redução acompanha uma tendência nacional de diminuição no consumo de drogas ilícitas entre jovens.

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Uso de maconha em Santa Catarina e no Brasil

No estado de Santa Catarina, 3,7% dos estudantes afirmaram ter consumido maconha nos 30 dias anteriores à pesquisa, acima da média nacional de 3,3%.

O estado ocupa a sétima posição no ranking nacional, empatado com Amazonas e Rio Grande do Sul.

Entre os estados com maiores índices estão: Espírito Santo (4,8%), Distrito Federal (4,5%) e São Paulo (4,1%).

Florianópolis não apenas lidera no uso recente, mas também apresenta os maiores percentuais de experimentação de drogas ilícitas entre estudantes, com 15,6% relatando já ter usado algum tipo de droga ao menos uma vez na vida.

O uso precoce antes dos 13 anos foi citado por 4,9% dos alunos, bem acima da média nacional, de 2,7%.

As meninas aparecem como grupo mais vulnerável: 17% delas já experimentaram drogas ilícitas, comparado a 14,3% dos meninos. Entre as meninas, 6,1% relataram ter iniciado o uso antes dos 13 anos, contra 3,7% dos meninos.

Cigarro eletrônico é usado por 1 em cada 9 adolescentes no Brasil
Foto: haiberliu/Pixabay

Cigarro eletrônico segue em alta entre adolescentes

Enquanto álcool, cigarro tradicional e drogas ilícitas apresentam queda, o cigarro eletrônico cresce entre os jovens.

Em Santa Catarina, 38,7% dos estudantes já experimentaram o dispositivo — sexto maior índice do país —, enquanto em Florianópolis, 36,8% dos adolescentes relataram uso. O consumo recente nos últimos 30 dias atinge 26,3% dos estudantes.

Marco Andreazzi, gerente da pesquisa, explica: “Apesar dos avanços nas políticas de redução do tabagismo, o cigarro eletrônico cresce sob a ideia equivocada de baixa toxicidade, com cheiro e sabores atrativos para jovens.”

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Fonte:
Portal RBV | Com informações NSC Total

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