“Gatos” elevam conta de luz dos catarinenses em 1,5%

Consumidor residencial paga, em média, R$ 2,22 a mais na conta por causa de furtos e fraudes na energia elétrica em Santa Catarina

Os furtos e fraudes na energia elétrica, ou como são popularmente conhecidos, os “gatos”, elevam a conta de luz dos catarinenses, com consumo residencial em 1,5%. Os dados são referentes a 2023 e constam em relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), divulgado na última quinta-feira (18).

PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS

O fato coloca o consumidor catarinense em 22º lugar entre os estados em que mais se paga por “gatos”. No topo da lista está a Amazonas Energia, com 13,4% a mais na conta por causa das irregularidades.

Publicidade

As Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), subsidiária da energia no estado, informou que o consumidor residencial paga, em média, R$ 2,22 na conta a mais por causa dos furtos e fraudes.

Veja também

Projeto de Hidrogênio Verde da Celesc está 40% concluído

Conta de luz fica mais barata com retorno da bandeira verde

A Celesc explicou o cálculo para chegar a esse valor. A tarifa para o consumidor residencial é de R$ 592,96 por Megawatt-hora (Mwh), determinada pela Aneel.

O percentual de 1,5% desse valor representa, em reais, R$ 8,89 por MWh, ou 1 mil Kwh. Segundo a Celesc, geralmente uma residência consome, mensalmente, 250 MWh. Proporcionalmente, ela pagaria R$ 2,22.

A Celesc informou ainda que faz ações para evitar furtos de energia, como a regularização de unidades consumidoras e a retirada de fios irregulares.

Por que os consumidores pagam?

A Aneel considera os furtos de energia como “perdas não técnicas”. São perdas evitáveis, que não estão relacionadas ao sistema elétrico, mas sim a furtos, fraudes e problemas de medição na rede da distribuidora local.

O custo dos furtos entra parcialmente na tarifa do consumidor que está regularizado. A Aneel revisa as tarifas das distribuidoras, medindo as perdas técnicas e não técnicas, e repassando os custos na conta de luz de acordo com critérios de eficiência definidos para cada empresa.

Ou seja, o repasse é menor caso a distribuidora não tenha gerido bem o negócio, restando à empresa arcar com a diferença entre o valor reconhecido pela Aneel e o valor real das perdas.

Se agência observar o contrário, que a distribuidora tenha obedecido aos critérios definidos, o repasse será maior para os consumidores. Assim, a distribuidora é recompensada por melhorias e responsabilizada por ineficiência.

Fonte:
G1 Santa Catarina

Participe do grupo no Whatsapp do Portal RBV e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp

Últimas Notícias

Sexta-feira segue com instabilidades em Santa Catarina

A sexta-feira (17) começa com tempo instável em Santa...

Débitos com o município? veja como regularizar em Caçador

A Prefeitura de Caçador alerta que contribuintes com pendências...

Visita técnica fortalece formação de alunos de Lebon Régis

O curso de Agronomia da Uniarp promoveu uma atividade...

Matos Costa divulga programação dos 64 anos

O município de Matos Costa já tem definida a...

Pinheiro Preto celebra 64 anos com festival e shows nacionais

O município de Pinheiro Preto se prepara para celebrar...

STF forma maioria e deve derrubar lei de SC sobre cotas raciais

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira...

Videira investe no esporte e moderniza estruturas esportivas

A cidade de Videira segue fortalecendo o esporte local...

Reprovação de cadastros para aluguel dispara e preocupa o Meio-Oeste

O mercado de locação em Santa Catarina iniciou o...