Prefeituras de SC são investigadas por transferência de moradores de rua

Casos são relatados nos estados de Santa Catarina e São Paulo

A menos de cinco meses das eleições, prefeituras de SC são investigadas por transferência de moradores de rua. A frequência da prática gera preocupação entre autoridades, especialmente diante de um aumento de mais de 1.000% no número de pessoas em situação de rua cadastradas no CadÚnico na última década.

PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS

Segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua/POLOS-UFMG), o número saltou de 22,9 mil (2013) para 261,6 mil no ano passado. Em fevereiro, um recorde: 271.641.

Publicidade

Santa Catarina

Santa Catarina tem vivido esse “empurra-empurra” de pessoas em vulnerabilidade social. No fim do ano passado, o aumento repentino da população de rua em Florianópolis levou o Ministério Público do estado (MP-SC) a formar um grupo de trabalho para investigar as causas.

O órgão identificou que pelo menos cinco municípios da região transferiam moradores de rua para fora de seus territórios e abriu inquéritos civis para aprofundar as investigações.

Veja também

Chuva deixa 700 desabrigados e cidades em emergência em SC

Desemprego sobe em SC no 1º trimestre de 2024, diz IBGE

O caso mais grave se revelou o de Balneário Camboriú. O promotor Daniel Paladino pediu a instauração de um inquérito policial contra a prefeitura, conhecida pelo turismo de luxo, para investigar a eventual prática de crimes contra a liberdade individual e cárcere privado, entre outros.

O município teria enviado moradores de rua para Florianópolis sem consentimento, com uso de força policial. A prefeitura, por sua vez, afirma que “todas as ações de abordagem social” respeitam “a liberdade e a vontade individual de cada pessoa”.

O portal O Globo, teve acesso a um vídeo gravado por autoridades da capital catarinense em que uma pessoa relata ter sido obrigada, junto de ao menos outras cinco, a deixar Balneário: “me deram a passagem e me mandaram sumir de lá”. Outros quatro municípios são investigados: Criciúma, Chapecó, São José e Rio do Sul.

— Esses municípios supostamente vendiam ilusões, pagavam passagens de ônibus para Florianópolis com a alegação de que na capital haveria comida e moradia para todos. No caso de Balneário, ocorreu uma transferência forçada e violenta — diz Paladino.

A prefeitura de São José disse que a situação mencionada pelo MP foi “esclarecida” pela procuradoria do município e a de Rio do Sul diz que não tem essa prática. Procuradas, as prefeituras de Criciúma e Chapecó não responderam.

Fonte:
O Globo

Participe do grupo no Whatsapp do Portal RBV e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp

Últimas Notícias

Sessão de Negócios movimenta Semana do MEI em Videira

A Semana do MEI segue movimentando o ambiente empreendedor...

Senado aprova novo piso salarial de professores da educação básica

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (26) a Medida...

Seleção Brasileira inicia preparação para a Copa do Mundo

A Seleção Brasileira inicia oficialmente, nesta quarta-feira, a preparação...

Massa polar derruba temperaturas e sol volta ao Sul e Sudeste

A passagem de um ciclone extratropical vai mudar o...

Novas doses da vacina contra Influenza são enviadas aos municípios catarinenses

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina...

Quina de São João 2026 terá prêmio estimado em R$ 250 milhões

A Quina de São João 2026 chega ao calendário...

Acadêmicos de Agronomia implantam horta escolar em Caçador

Os acadêmicos do curso de Agronomia da Uniarp implantaram...

Hospital Divino Salvador alerta para lotação máxima

O Hospital Salvatoriano Divino Salvador, em Videira, emitiu um...