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Vice-prefeito de Lages deixa hospital e é encaminhado ao presídio

O vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, recebeu alta hospitalar na manhã desta segunda-feira (1º) e foi encaminhado ao Presídio Masculino de Lages para cumprimento de pena. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri).

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O político permaneceu internado por 11 dias após sofrer um grave acidente de trânsito enquanto tentava evitar o cumprimento de uma ordem judicial. Conforme a Sejuri, ele ficará em uma cela individual, previamente vistoriada pela Polícia Penal e monitorada pelos órgãos responsáveis.

Jair Júnior foi condenado a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados à violência doméstica contra a ex-companheira. Além da pena privativa de liberdade, a decisão judicial também determinou a perda do mandato de vice-prefeito.

Acidente ocorreu durante operação policial

O acidente aconteceu durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que cumpria medidas judiciais contra o vice-prefeito.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a colisão foi registrada por volta das 20h, no quilômetro 247 da BR-116. O veículo conduzido por Jair Júnior, uma BMW, bateu contra um caminhão, provocando ferimentos graves.

Após o impacto, ele foi socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar, onde passou por cirurgia de emergência e permaneceu internado em tratamento intensivo.

Durante o período de recuperação, o vice-prefeito foi submetido a um procedimento ortopédico para tratar uma fratura no fêmur, com implantação de placa e parafusos, além da retirada de um fixador externo utilizado inicialmente.

Foto: Reprodução

Condenação envolve agressões e perseguição

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Jair Júnior teria praticado uma série de agressões físicas, ameaças e atos de perseguição contra a ex-companheira após o término do relacionamento.

O processo relata que um dos episódios ocorreu em janeiro de 2025, quando ele teria agredido a vítima após uma discussão envolvendo publicações em redes sociais.

Já o caso considerado mais grave aconteceu em março deste ano. Conforme a denúncia, o então vice-prefeito teria convencido a ex-companheira a entrar em seu veículo sob o argumento de conversar sobre uma possível reconciliação. No entanto, ela teria sido levada contra a própria vontade até a residência dele.

Segundo o Ministério Público, no local a vítima foi impedida de sair, teve a liberdade restringida e sofreu agressões físicas. O órgão também aponta episódios recorrentes de perseguição, monitoramento da rotina e envio insistente de mensagens.

Foto: Reprodução

Cargo de vice-prefeito fica vago

Com a condenação e a consequente perda do mandato, o cargo de vice-prefeito de Lages passa a ficar vago.

De acordo com especialistas em Direito Eleitoral, não existe substituição automática para a função. Dessa forma, a administração municipal segue apenas sob o comando da prefeita até eventual definição legal sobre a situação.

As investigações e os desdobramentos judiciais do caso continuam sendo acompanhados pelos órgãos competentes.

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