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Agricultora picada por jararaca revela detalhes da recuperação

Após ser picada por uma jararaca enquanto colhia salada, a agricultora ficou internada em recuperação; fotos mostram a gravidade das lesões.

A agricultora vítima de picada de cobra enquanto colhia salada na manhã de sexta-feira (3) no interior de Rio das Antas, Meio-Oeste catarinense, ficou seis dias internada em recuperação. Ela sofreu duas picadas de jararaca por volta das 9h, quando manuseava uma caixa usada para armazenar verduras destinadas à feira da cidade.

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Ivete Moreira Bandiera, de 58 anos, moradora da comunidade de Linha Rio Bonito, relatou com exclusividade à reportagem do Portal RBV como foi o acidente e como está sendo a recuperação. Ivete disse que sentiu muita dor, mas que segue com fé, agradecendo a todos que estão torcendo por sua recuperação.

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Ao sentir as picadas, Ivete percebeu que a cobra havia ficado presa em seu braço. O marido da vítima agiu rapidamente, levando-a de carro até o Pronto Atendimento de Rio das Antas. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas o socorro já havia sido providenciado pela família.

Após os primeiros atendimentos, Ivete foi transferida para o Hospital Salvatoriano Divino Salvador, em Videira, onde recebeu tratamento intensivo.

Segundo o médico emergencista Rodrigo Costa, a paciente chegou ao hospital com lesões significativas no braço esquerdo, apresentando inchaço, vermelhidão e hematomas que se estendiam até o antebraço e os dedos. “Ela teve um acidente classificado entre moderado e grave. O veneno causou um edema importante, e o Ciatox foi acionado para orientar o protocolo de atendimento”, explicou.

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O tratamento incluiu limpeza cuidadosa da área afetada, hidratação intensiva, uso de analgésicos, anti-histamínicos e corticoides, e a aplicação do soro antibotrópico — desenvolvido pelo Instituto Butantan, referência nacional na produção de antivenenos. Após a infusão, o braço da paciente foi mantido elevado para evitar complicações circulatórias e aumento do sangramento.

Exames laboratoriais foram realizados para acompanhar o quadro, avaliando função renal, hepática, coagulograma e possíveis danos musculares. “A paciente teve uma leve alteração nas plaquetas e no tempo de sangramento, mas logo estabilizou. Depois ficou sob observação e recebeu alta no fim da manhã de quinta-feira (09)”, afirmou o médico.

Durante a internação, Ivete relatou o impacto físico e emocional do acidente. “Infelizmente sentia muita dor e precisei ficar vários dias internada. Foi muito difícil, porque foram duas picadas. O veneno entrou todo em mim. Os exames deram alterados no início, porque afeta os órgãos todos. Estou rezando, pedindo a Deus por todos que estão me ajudando”, contou, emocionada.

Ela também relatou a dificuldade de comunicação nos primeiros dias. “Eu fiquei bem triste porque queria responder as mensagens, mas não conseguia mexer nas mãos. Tenho muitas mensagens para responder. Estou rezando por todos que me apoiaram.”

A jararaca, capturada pelo marido da vítima logo após o ataque, foi entregue à equipe médica para identificação, o que ajudou a confirmar o tipo de soro a ser administrado.

Agricultora picada por jararaca revela detalhes da recuperação
Foto: Divulgação

De acordo com dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), as serpentes do gênero Bothrops — como a jararaca — são responsáveis por 85% a 90% dos acidentes ofídicos no Brasil. Somente em 2024, o estado registrou 704 casos de acidentes com cobras, ficando atrás apenas dos incidentes com aranhas e abelhas.

A jararaca é uma espécie comum no Meio-Oeste catarinense, especialmente em áreas rurais e de vegetação densa. O veneno é hemotóxico, ou seja, afeta o sangue e pode causar inchaço, hemorragias e necrose local, exigindo atendimento médico imediato.

O que fazer em caso de picada de cobra

  • Mantenha a calma e evite movimentos bruscos, para reduzir a circulação do veneno.
  • Não amarre o membro nem tente sugar o veneno.
  • Lave o local apenas com água e sabão.
  • Procure atendimento médico imediatamente, levando, se possível, o animal (morto ou capturado com segurança) para identificação.
  • Não use remédios caseiros, álcool, fumo ou torniquetes.

O tratamento com o soro antiofídico é gratuito e está disponível na rede pública de saúde, sendo a única forma eficaz de neutralizar o veneno.

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Fonte:
Ramon Gabriel | Portal RBV

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