Suspeito de matar jovens mineiros morre em confronto

O homem morreu após troca de tiros com a Polícia Civil durante operação na manhã desta sexta-feira em Navegantes

Um confronto com a Polícia Civil terminou com a morte do principal suspeito de assassinar quatro jovens mineiros em Santa Catarina. A ocorrência foi registrada na manhã desta sexta-feira (16), no município de Navegantes, no Litoral Norte do estado. O homem, de 30 anos, era considerado foragido da Justiça e reagiu à abordagem policial, efetuando disparos contra agentes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

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Segundo informações repassadas pela corporação, a ação fazia parte de uma operação para cumprir mandados de prisão. Durante a tentativa de abordagem, o suspeito teria sacado uma arma de fogo e atirado contra os policiais, que reagiram. Ele foi atingido, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

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Investigação aponta tortura e cárcere privado

De acordo com o delegado Anselmo Cruz, da Delegacia de Roubos e Antissequestro, o homem exercia papel fundamental na execução do crime que chocou o estado. As investigações apontam que as vítimas foram mantidas em cárcere privado no Morro da Boa Vista, em São José, antes de serem brutalmente assassinadas.

O histórico criminal do suspeito também chamou a atenção das autoridades. Natural de São José, ele acumulava condenações por homicídio e tráfico de drogas, tendo passado aproximadamente 10 anos no sistema prisional. No momento da morte, havia dois mandados de prisão em aberto contra ele, além de ser investigado por envolvimento em outros crimes de sequestro e execuções na Grande Florianópolis.

Relembre o caso

O crime veio à tona no início deste ano e causou grande repercussão em Santa Catarina. Bruno Máximo da Silva (28), Daniel Luiz da Silveira (28), Guilherme Macedo de Almeida (20) e Pedro Henrique Prado de Oliveira (19) desapareceram na madrugada de 28 de dezembro, em São José.

Dias depois, em 3 de janeiro, os corpos das quatro vítimas foram encontrados em uma estrada de Biguaçu. Conforme a polícia, os cadáveres apresentavam sinais evidentes de violência e já estavam em avançado estado de decomposição, reforçando a suspeita de tortura antes das mortes.

Próximos passos da polícia

Apesar da morte de um dos principais envolvidos, a Polícia Civil ressalta que o inquérito ainda não foi concluído. A principal linha de apuração indica que o crime foi cometido por um grupo organizado, com a participação de outros suspeitos.

As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar, localizar e prender os demais envolvidos. Paralelamente, a Polícia Científica trabalha na finalização dos laudos periciais, que devem ajudar a esclarecer a dinâmica das execuções e fortalecer o conjunto de provas do caso.

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Fonte:
Portal RBV | com informações Guararemanews

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