Maçã “sem nome” supreende pela doçura, crocância e suculência

Seleção 10 09, desenvolvida pela Epagri, vem conquistando produtores e consumidores, e despertou interesse dos italianos

A safra da maçã já encerrou neste ano, principalmente quando falamos das cultivares gala e Fuji, que representam 95% da produção da fruta no Brasil. Mas, produtores que optaram por novas variedades desenvolvidas pela Epagri estão conseguindo um período maior de colheita.

É o caso de uma maçã que ainda não nome tem comercial, a 10 09. Ela é doce, crocante, suculenta, e tem uma série de vantagens ao produtor, garante Marcus Vinícius Kvitshal, pesquisador da Estação Experimental de Caçador e coordenador do programa de melhoramento genético da macieira.

Uma das vantagens que mais chamam a atenção em relação à maçã 10 09 é a capacidade de armazenamento, resistente em câmara fria até um ano após a colheita, mantendo a qualidade sensorial da fruta.

O produtor Eduardo Scapinelli planta as cultivares de maçãs desenvolvidas pela Epagri há quatro anos e destaca a adaptação ao clima, a produtividade e a resistência à doenças, o que significa custo menor e lucro maior.

Outra vantagem da cultivar é a maturação tardia, o que permite escalonar a colheita.

Para ser ter uma ideia de como a maçã 10 09 é promissora, no ano passado um grupo italiano comprou da Epagri os direitos para a comercialização da cultivar na Europa. Com isso, o processo de registro no Brasil já foi antecipado.