MP pede mais informações ao governo de SC sobre liberação das máscaras nas crianças

SC desobrigou crianças de 6 a 12 anos de usar o item de proteção contra a Covid.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que vai pedir mais informações à Secretaria de Estado da Saúde sobre os motivos que levaram à liberação do uso de máscaras em crianças de 6 a 12 anos. Um dos pontos que o órgão quer esclarecer é se o governo está preparado para ampliar o número de leitos de internação, caso haja um aumento no número de contaminados.
A Secretaria de Estado da Saúde disse em nota que “recebeu o documento e irá encaminhar as respostas aos questionamentos do Ministério Público no prazo indicado”.

O governo de Santa Catarina liberou o uso de máscara de proteção à Covid-19 para crianças de 6 a 12 anos em ambiente escolar ou outros locais. De acordo com o decreto publicado no Diário Oficial do Estado de quarta-feira (2), ficará a critério dos pais ou responsáveis a utilização do equipamento de segurança. A medida já está valendo.

Segundo a atualização mais recente do governo do estado, feita às 11h23 desta sexta (4) a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid pediátricos no Sistema Único de Saúde (SUS) é de 30,77%.

De acordo com o governo, a nova determinação não exclui a recomendação da Secretaria de Estado de Saúde (SES) quanto à utilização de máscara de proteção individual pelos públicos em ambientes fechados e também em locais abertos onde há aglomeração.

A obrigação da máscara para pessoas acima de 12 anos fica dispensada no caso de “pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, deficiência sensorial, ou qualquer outra deficiência que impeçam o uso adequado da máscara”, informou o estado.
A volta às aulas na rede pública estadual ocorreu de forma 100% presencial em 2022. O comprovante de vacinação contra Covid para a matrícula não foi exigido.

Opiniões
O presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina (Cosems/SC), Daisson Trevisol mostrou preocupação com a vacinação na faixa etária.

“Ela [medida] deveria ter vindo atrelada sim à taxa de vacinação ou às crianças estarem vacinadas. Essa é uma grande preocupação porque a taxa de vacinação aqui no estado de Santa Catarina ainda é baixa e o Cosems se preocupa muito com essa taxa, nós precisamos aumentar”, afimou.

“Estamos orientando todos os municípios para que façam a intensificação para que a gente consiga vacinar o máximo possível de crianças nesse período das próximas duas ou três semanas e que a gente consiga fazer com que não tenhamos muitas crianças contaminadas, principalmente num momento em que se desobriga a utilização”, continuou.

 

Foto: Divulgação

Fonte: NSC

Compartilhe

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on email

Últimas Notícias