Santa Catarina figura entre os cinco estados brasileiros com maior número de acidentes e mortes relacionadas ao trabalho na última década. Os dados, divulgados pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelam um cenário preocupante para a segurança dos trabalhadores no estado.
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Entre os anos de 2016 e 2025, foram registrados 459.716 acidentes de trabalho em território catarinense.
Além disso, 1.623 trabalhadores perderam a vida durante o exercício de suas funções, o que representa, em média, uma morte a cada 2,2 dias.
Com esses números, Santa Catarina ocupa a quinta posição no ranking nacional tanto em ocorrências quanto em óbitos, ficando atrás principalmente de estados das regiões Sul e Sudeste.
Setores de saúde e transporte lideram ocorrências
Embora o levantamento não detalhe os dados por estado e profissão, o panorama nacional indica que o setor de saúde concentra o maior número de acidentes.
De acordo com a análise, áreas como o atendimento hospitalar apresentam maior incidência devido à alta demanda e à sobrecarga de trabalho, especialmente no período pós-pandemia.
Por outro lado, o transporte rodoviário de cargas se destaca como o segmento mais letal do país. No período analisado, essa atividade acumulou 2.601 mortes, com índices de fatalidade acima da média nacional.
Quando o recorte considera ocupações específicas, os técnicos de enfermagem lideram em número de acidentes, enquanto motoristas de caminhão aparecem como as principais vítimas fatais.
Construção civil também preocupa
Outro setor que apresenta altos índices de risco é a construção civil. Atividades como edificações, terraplanagem e montagem industrial combinam grande volume de acidentes com elevada taxa de mortalidade, reforçando a necessidade de políticas mais eficazes de prevenção.
Além disso, estados das regiões Sul e Sudeste — como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro — concentram 68% dos acidentes e 62% das mortes no país. Esse cenário está diretamente relacionado à forte presença industrial e à alta formalização do mercado de trabalho nessas regiões.
Diante desses dados, especialistas reforçam a importância de investimentos contínuos em segurança do trabalho, fiscalização e conscientização, a fim de reduzir os índices e preservar vidas.

