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A cada dois dias, três pessoas morrem em acidentes de moto em SC

A cada dois dias, três pessoas morrem em acidentes de moto em SC

Foto: Divulgação

Santa Catarina registrou, em 2025, um número alarmante de acidentes de moto: foram 577 mortes, um aumento de 12% em relação às 516 ocorridas em 2024. Em média, três pessoas perderam a vida a cada dois dias, e o total de acidentes com motocicletas no Estado chegou a 34.338 ocorrências, 3,6% a mais que no ano anterior. A cada mês, cerca de 48 pessoas morrem vítimas de acidentes motociclísticos, um dado que reforça a necessidade de maior atenção no trânsito.

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Entre os feridos e mortos, os homens predominam, principalmente aqueles entre 20 e 39 anos. Especialistas apontam que a exposição maior ao risco, o comportamento perigoso e a condução mais agressiva explicam a predominância desse grupo.

Grande Florianópolis concentra maior número de acidentes

A Grande Florianópolis lidera o ranking de acidentes com motos. Entre 2020 e 2025, 349 pessoas morreram em municípios como Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça, sendo 117 somente na Capital.

No período, foram contabilizados 37.702 acidentes, com 7.614 ocorrências em 2025, representando um aumento de 6% em relação ao ano anterior.

Além das perdas humanas, os acidentes com moto causam prejuízos financeiros, sociais e psicológicos. O SUS gastou quase R$ 11 milhões com internações de vítimas em Santa Catarina em 2025, enquanto o custo nacional atingiu R$ 257 milhões em 2024.

“São pacientes que precisam passar por múltiplos procedimentos cirúrgicos e reabilitação. Isso acaba sendo bastante oneroso para o Estado”, explica Daywson Koerich, diretor do Hospital Regional de São José.

O impacto psicológico também é grande. Muitas vítimas desenvolvem Transtorno do Estresse Pós-Traumático, com sintomas como ansiedade extrema e pesadelos constantes, conforme explica a psicóloga Jaqueline Frutuoso:

“As cicatrizes não são só físicas. A cicatriz emocional existe e dói muito. O tratamento pode ser feito com psicoterapia.”

Foto: Divulgação

Sequelas físicas e histórias de sobrevivência

Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, três em cada dez motociclistas ficam com sequelas permanentes, como amputações, deformidades e limitações físicas.

Nos últimos dois anos, foram 6.700 atendimentos,Hospital Regional de São José é referência no atendimento de vítimas de acidentes motociclísticos, muitos de alta gravidade, com múltiplas fraturas e condições críticas.

Foto: Divulgação

Educação e prevenção são essenciais

Com cerca de 33 mil entregadores por aplicativo usando moto em SC, a prevenção é fundamental. A legislação exige cursos de capacitação, e o Sest/Senat oferece treinamentos voltados à direção defensiva e segurança.

Para o presidente da Comissão Nacional de Direito do Trânsito da OAB, Ilson Krigger, é fundamental que empresas também invistam na conscientização de motociclistas e evitem pressões que aumentem o risco de acidentes.

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