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Audiência pública debate prejuízos causados pela superpopulação de javalis em SC

Audiência pública debate prejuízos causados pela superpopulação de javalis em SC

Foto: Secom SC

A Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) realiza nesta quinta-feira (9), em Florianópolis, uma audiência pública para debater os impactos da superpopulação de javalis no Estado. O encontro acontecerá no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, no Palácio Barriga Verde, das 15h às 19h.

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A audiência reunirá produtores rurais, controladores, caçadores e representantes de órgãos públicos para discutir os prejuízos provocados pela espécie invasora, além dos desafios legais e operacionais relacionados ao controle dos animais.

Debate abordará impactos na agricultura e na segurança

Entre os principais temas da audiência está a judicialização da Lei Estadual nº 18.817/2023, que autoriza o manejo controlado dos javalis em Santa Catarina. Também estarão em pauta as dificuldades para obtenção de licenças, os prejuízos causados às lavouras, os impactos sobre a fauna nativa e os riscos de acidentes em rodovias provocados pela presença dos animais.

A expectativa é que o encontro contribua para discutir alternativas que tornem o manejo mais eficiente e reduzam os danos enfrentados pelos produtores rurais e pela população.

Mais de 200 mil javalis estão espalhados pelo Estado

Segundo levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), a população de javalis ultrapassa 200 mil animais, distribuídos em 236 dos 295 municípios catarinenses.

Os dados também apontam que, entre 2019 e 2024, mais de 120 mil javalis foram abatidos.

Apesar disso, o número de pedidos de autorização para manejo aumentou mais de cinco vezes no mesmo período, indicando que a expansão da espécie continua sendo um desafio para o Estado.

Foto: Divulgação

De acordo com a justificativa apresentada para a realização da audiência, o javali é considerado uma espécie exótica invasora e não possui predadores naturais em Santa Catarina. Além da alta capacidade de reprodução — com fêmeas podendo gerar, em média, duas ninhadas por ano, de até oito filhotes cada — os animais provocam danos às lavouras, comprometem nascentes, afetam a fauna nativa e aumentam o risco de acidentes nas rodovias.

Outro ponto de preocupação é o potencial de transmissão de doenças como peste suína africana, peste suína clássica e febre aftosa, que representam riscos para a suinocultura catarinense.

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