Qual é a relação entre a agroecologia, abelhas e um assentamento da reforma agrária? Na semana em que se comemorou o Dia da Agroecologia e também o Dia da Abelha (03/10), a resposta está na experiência do horto medicinal localizado no assentamento Faxinal dos Domingues, também conhecido como União da Vitória, em Fraiburgo, no Meio-Oeste catarinense. Assim como a data, o local também homenageia, em seu nome, Ana Maria Primavesi, a agrônoma austríaca que foi uma das precursoras da agroecologia no Brasil.
Em 2020, o assentamento foi contemplado com uma unidade demonstrativa de horto medicinal para cultivo de plantas que auxiliam na cura e prevenção de doenças. Localizado no lote de Marioni Santin, nesse meio tempo o espaço foi se constituindo aos poucos. Além do investimento inicial, as famílias deram sua contribuição por meio da doação de mudas e atualmente também se beneficiam com os frutos do trabalho. A agricultora explica como se deu a organização do plantio. “Ele é em forma de relógio, tem doze raios e cada um representa um órgão do corpo humano, onde estão as plantas relacionadas a cada doença correspondente a eles”, explica Marioni. No local, a relação entre a agricultura e o ser humano é intrínseca e compreendida como no conceito da agroecologia, em que todos fazem parte de um mesmo meio ambiente e que, portanto, devem subsistir em harmonia.
De acordo com o Incra, a existência de hortos medicinais nos assentamentos deve ser valorizada e incentivada. “Nós acreditamos que esses espaços favorecem muito o sentimento de pertencimento e coletividade nos assentamentos e também permitem um retorno à tradição da utilização das ervas medicinais e consequente valorização aos saberes populares”, diz a chefe substituta da Divisão de Desenvolvimento de Assentamentos do Incra em Santa Catarina, Midia Maciel.
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As ervas, flores e frutos cultivados são doados para quem precisa e também comercializados pela venda direta em feiras e com entregas em domicílio, na forma de chás, tinturas, pomadas, bem como in natura. Mudas também são doadas, assim como o conhecimento dos assentados, que é multiplicado entre os visitantes e estudantes que frequentam o local.
Mas, além das pessoas, as abelhas também desfrutam do horto, onde não é usado agrotóxicos e, por isso, não oferece riscos aos insetos. Para Marioni, a presença destas polinizadoras diz muito sobre o ambiente que ela trabalha para ver preservado. “A gente tem trabalhado dentro dessa lógica da agroecologia, com o cuidado com a terra, com as plantas e com a saúde também, produzindo nosso próprio alimento sem veneno. E o principal é o trabalho de plantar para as abelhas. Elas vêm, se alimentam e voltam produzindo o que é mais importante, que é o equilíbrio do meio ambiente”.
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