Técnicos do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul (Seapi-RS) concluíram, na terça-feira (24/3), a instalação do primeiro equipamento de monitoramento automático de pragas em vinhedos de Bento Gonçalves. O novo sistema entrará em fase de testes por seis meses, abrindo caminho para a utilização de inteligência artificial na vigilância fitossanitária do estado.
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O equipamento integra o programa de prevenção à Lobesia botrana, uma mariposa que tem a videira como hospedeira. Embora ainda não registrada no Brasil, a espécie é considerada quarentenária, com alto potencial de infestação no território nacional. Por isso, medidas preventivas rigorosas são adotadas, incluindo o monitoramento constante por armadilhas, funcionando como sistema de detecção precoce.
Atualmente, a Seapi mantém 20 armadilhas convencionais em 15 municípios, inspecionadas quinzenalmente por engenheiros agrônomos.
Esses profissionais substituem placas adesivas, analisam o material coletado e enviam espécimes suspeitos para laboratório oficial. A cada 45 dias, também é realizada a troca do feromônio, que emite um odor atraente para os insetos, facilitando sua captura.
Tecnologia de ponta e dados em tempo real
“Com a instalação da nova armadilha, esse processo passa a ser amplamente automatizdo. O servidor da Secretaria precisará apenas substituir o feromônio a cada 45 dias, período em que sua capacidade de atração se mantém ativa. O novo equipamento utiliza o mesmo sistema adesivo e o mesmo atrativo do convencional, mas incorpora tecnologia de inteligência artificial para a captura de imagens e a identificação da espécie, com os dados disponibilizados em tempo real por meio de um aplicativo”, explica a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do DDV, Deise Riffel.
O sistema gera imagens dos insetos capturados, que são analisadas automaticamente, apontando a presença da Lobesia botrana ou de outras espécies suspeitas.
O monitoramento torna-se contínuo, e a frequência das imagens pode ser ajustada conforme a necessidade técnica.
Todas as imagens e alertas são enviados para um aplicativo no celular, permitindo que os técnicos verifiquem e complementem a análise automatizada.
“O novo sistema aprimora significativamente o trabalho, porque permite um monitoramento mais eficiente e ágil”, destaca o fiscal agropecuário da Seapi, Marcos Antônio Cambruzzi, que participou da instalação e acompanha o monitoramento das armadilhas convencionais.

