Um foco de caruru-gigante foi recentemente identificado em Campo Erê, no Oeste de Santa Catarina. A Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) emitiu um alerta sobre a presença da planta daninha, considerada extremamente agressiva e de difícil controle. A espécie é conhecida por sua rápida propagação e resistência a diversos herbicidas, tornando-se uma ameaça real para a agricultura regional.
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A Amaranthus palmeri, nome científico do caruru-gigante, é uma das plantas daninhas mais agressivas do mundo. Ela apresenta crescimento veloz, alta capacidade de dispersão e pode produzir até 1 milhão de sementes por planta.
Essa combinação de características a torna especialmente perigosa para lavouras de milho, soja e algodão, podendo reduzir a produtividade em até 90% quando não controlada.
Impactos e prevenção nas lavouras
Segundo a Cidasc, lavouras de milho e soja são as mais propensas a sofrer com a invasão do caruru-gigante.
“A espécie pode causar prejuízos importantes em lavouras, especialmente de soja e milho”, alertou a companhia. Para evitar que a planta se espalhe, a Cidasc está tomando medidas de contenção, incluindo: interdição das áreas afetadas, erradicação das plantas e monitoramento constante de propriedades vizinhas.
O principal modo de disseminação do caruru-gigante é por meio de máquinas e implementos agrícolas contaminados. Por isso, é fundamental adotar medidas preventivas, como a limpeza rigorosa de equipamentos, utilização de sementes certificadas e monitoramento frequente das lavouras.
Em caso de suspeita da presença da planta, os produtores devem procurar imediatamente a Cidasc local.
“A detecção precoce é essencial para proteger a agricultura catarinense”, enfatizou a companhia.

A ameaça do caruru-gigante
O caruru-gigante pode atingir até dois metros de altura e se espalhar rapidamente, tornando-se um dos maiores desafios agrícolas enfrentados em Santa Catarina.
Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a espécie já foi detectada em outros estados, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, demonstrando seu potencial de invasão.
Com sua resistência e capacidade de produção de sementes, ele exige atenção constante e ações coordenadas entre produtores e órgãos de fiscalização.





