Produção de cebola, soja e pêssego despenca em Santa Catarina em 2024

No Meio-Oeste, a queda na produção de pêssego fez Santa Catarina perder a terceira posição nacional para Minas Gerais

O ano de 2024 representou um período desafiador para a agricultura em Santa Catarina, segundo levantamento da Produção Agrícola Municipal do IBGE. A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) analisou os dados e destacou que 13 dos principais produtos agrícolas catarinenses perderam competitividade nacional. Além disso, mais da metade dessas culturas apresentou queda na produção durante o período analisado.

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A retração afetou tanto culturas tradicionais quanto produtos menos recorrentes.

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De acordo com o Mapa do Agro, elaborado pela FACISC, mesmo diante da crise, o setor segue como um dos mais diversificados do Brasil.

Em 2023, o agronegócio de SC movimentou R$ 90 bilhões e foi responsável por gerar mais de 1 milhão de empregos diretos.

Para o diretor de Agronegócio e Ferrovias da FACISC, Lenoir Broch, é fundamental investir no setor:

“Devemos focar mais esforços e investimentos aos produtores familiares catarinenses, para que o estado não perca em competitividade, valor agregado e inovação alcançada nos últimos anos.”

As lavouras temporárias, como cebola, tomate, milho, soja, feijão, alho e melancia, registraram perdas de destaque.

Em termos financeiros, 53% dos produtos agrícolas catarinenses tiveram queda no valor de produção em 2024, em comparação ao ano anterior, com valores corrigidos pela inflação.

Um exemplo significativo envolve a cebola. Santa Catarina liderou a produção nacional por oito anos consecutivos, mas perdeu o posto para a Bahia em 2024. A participação catarinense no total nacional caiu de 28% para 20%.

Segundo a FACISC, a principal causa foi a queda no preço pago ao produtor, especialmente na região do Vale do Itajaí.

Meio-Oeste catarinense

No Meio-Oeste catarinense, conhecido pela produção de frutas com caroço, a colheita de pêssego também foi prejudicada.

SC perdeu a terceira posição no ranking nacional em 2023 para Minas Gerais, reduzindo sua participação no mercado de 11% para 8%. Tanto o volume colhido quanto o rendimento por hectare diminuíram.

Outro ponto de alerta está nas culturas tradicionais. A produção de tomate e soja segue em queda. Em uma década, SC passou de nono para décimo terceiro maior produtor de soja do país.

Somente entre 2023 e 2024, perdeu duas posições. Já no cultivo de melão, o Estado caiu quatro posições no ranking nacional em 2024.

Apesar das perdas, Santa Catarina ainda mantém liderança na produção nacional de maçã e permanece como o terceiro maior produtor de maracujá no país em 2024.

Esses dados revelam a resiliência de parte do setor, mesmo diante de um cenário desfavorável.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações NSC Total

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