A confirmação de um caso de raiva em bovino no município de Angelina acendeu um alerta sanitário entre produtores rurais da região da Grande Florianópolis. A informação foi divulgada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina em conjunto com a Secretaria Municipal de Agricultura.
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Após a confirmação laboratorial da doença, as autoridades intensificaram as orientações para vacinação preventiva dos rebanhos e reforçaram o monitoramento sanitário nas propriedades rurais do município.
Segundo a CIDASC, a raiva é uma doença viral grave, sem cura, que afeta o sistema nervoso dos animais e pode causar prejuízos significativos à pecuária. A transmissão geralmente ocorre por meio da mordida de morcegos hematófagos infectados.
Sintomas exigem atenção imediata dos produtores
Entre os principais sinais clínicos observados em bovinos contaminados estão perda de apetite, dificuldade para caminhar, andar cambaleante, salivação excessiva, agressividade e perda dos movimentos das patas traseiras. Em estágios mais avançados, os animais podem permanecer deitados, apresentando movimentos involuntários semelhantes a “pedaladas”.
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As equipes de vigilância sanitária orientam que qualquer comportamento anormal nos animais seja comunicado imediatamente aos órgãos responsáveis para investigação e coleta de material.
Além do caso confirmado, outro animal da mesma região apresentou sintomas suspeitos e teve material encaminhado para análise laboratorial. O resultado ainda é aguardado pelas autoridades sanitárias.
Regiões próximas recebem reforço no monitoramento
A recomendação da CIDASC é que todos os produtores realizem a imunização do rebanho, especialmente nas comunidades de Coqueiros, Betânia, Rio Engano e Garcia, consideradas áreas próximas ao foco identificado.
As autoridades também destacam a importância de manter acompanhamento veterinário frequente e reforçar medidas preventivas para evitar novos casos da doença.
A preocupação aumenta porque a raiva bovina pode gerar impactos econômicos importantes ao setor agropecuário, além de representar risco à saúde pública em casos específicos de contato com animais infectados.

