Granizo de novembro causa prejuízos irreparáveis na fruticultura regional

Perdas alcançaram a alarmante marca de 100% da produção em algumas propriedades

O mês de novembro trouxe consigo não apenas as tradicionais chuvas da estação, mas também um evento meteorológico inesperado que deixou um rastro de destruição nas plantações de frutas da região. O granizo, aliado às intensas precipitações, resultou em perdas severas para os fruticultores locais, que agora contabilizam prejuízos significativos.

De acordo com levantamentos realizados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e relatos de produtores, as perdas alcançaram a alarmante marca de 100% da produção em algumas propriedades. O impacto, no entanto, não se limita ao presente, pois os produtores enfrentarão não apenas o desafio de lidar com as frutas danificadas, mas também com os investimentos necessários para a recuperação dos pomares, projetando um impacto duradouro para o próximo ano.

O granizo não poupou as frutas em seus estágios finais de amadurecimento, provocando não apenas danos físicos, mas também um amadurecimento precoce sem mercado para absorver a produção. Diante dessa situação, os produtores enfrentam a difícil decisão de derrubar as frutas restantes e iniciar imediatamente os tratamentos necessários para a recuperação das plantas visando a próxima safra.

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A Epagri estima que a safra deste ano poderá apresentar uma queda de pelo menos 30% na produção, uma perspectiva que, além de afetar diretamente os produtores, pode impactar os preços dos produtos chegando ao consumidor final.

Gestão eficiente é o caminho para evitar perdas

Em tempos de chuvas intensas, uma gestão eficiente no agronegócio torna-se crucial para a produtividade. Nesse sentido, o descuido pode resultar em perdas substanciais para os produtores, e conhecer as principais ameaças durante períodos de chuva é essencial.

O gerenciamento inadequado pode levar a problemas como germinação irregular, propício a despesas sem garantia de resultados. O excesso de umidade, por sua vez, cria um ambiente favorável para o desenvolvimento de fungos e bactérias, prejudicando diferentes fases do ciclo da lavoura.

Além disso, a umidade elevada representa um perigo para a estrutura do solo, com máquinas agrícolas durante chuvas intensas compactando o solo, afetando sua capacidade de aeração e drenagem.

Um dos impactos mais evidentes é o atraso na colheita, que não apenas influencia os valores dos produtos no mercado, mas também afeta a qualidade do que é oferecido aos consumidores. Diante desses desafios, medidas preventivas e estratégias de gestão tornam-se essenciais para preservar a sustentabilidade e rentabilidade do agronegócio regional.

Fonte:
Portal RBV

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