Saiba mais sobre a cria pútrida europeia e como preveni-la

Boas práticas e manejo adequado são medidas essenciais para a prevenção da CPE

Após a interdição de um apiário em Joinville pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), devido à presença da Cria Pútrida Europeia (CPE), apicultores compartilham seus conhecimentos sobre a doença. Os apicultores Célio Althaus Lurkevicz e Ariel Stefaniak destacam a importância de entender a CPE, as raças de abelhas e as práticas de manejo adequadas.

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A Cria Pútrida Europeia é causada pela bactéria Melissococcus plutonius e afeta as larvas de abelhas, que apresentam mudanças de coloração de branco para amarelo ou marrom, tornando-se flácidas e encolhidas. O alimento contaminado, distribuído pelas abelhas nutrizes, é o principal meio de transmissão.

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Célio Althaus Lurkevicz enfatiza que a CPE é uma doença rara no Brasil e ressalta que a maioria dos apiários da região é colonizada pela abelha africanizada, que possui hábitos higiênicos superiores aos das abelhas europeias, tornando-a mais resistente.

“A abelha africanizada lida bem com a CPE e outras doenças comuns. Ela se defende de forma eficaz, ao contrário das abelhas europeias, que são mais suscetíveis”, explica Lurkevicz.

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Além disso, ele recomenda que apicultores adotem boas práticas, como a desinfecção constante dos materiais e a seleção de colônias higiênicas. “O programa da Cidasc fornece abelhas-rainhas com alta taxa de hábito higiênico, essencial para evitar problemas futuros”, destaca.

Ariel Stefaniak, por sua vez, alerta sobre a importância do manejo adequado das colmeias. Ele afirma que a falta de cuidados, como a troca anual de rainhas e o monitoramento constante, pode contribuir para a disseminação da CPE. “É fundamental inspecionar as colmeias diariamente e identificar sinais de doenças”, enfatiza Stefaniak.

Ele também menciona que, ao detectar a CPE, a primeira ação deve ser trocar a rainha e eliminar os quadros contaminados. “É necessário destruir os quadros com larvas doentes para evitar que a doença se espalhe para outras colmeias”, recomenda.

Ambos os apicultores concordam que a educação e o suporte técnico são vitais para o sucesso da apicultura. Com boas práticas de manejo e vigilância, é possível minimizar os riscos associados à Cria Pútrida Europeia e proteger a saúde das colônias de abelhas.

A interdição da Cidasc serve como um alerta para apicultores catarinenses. A prevenção e o controle da CPE são essenciais para garantir a sustentabilidade do setor apícola e a produção de mel de qualidade.

Saiba mais sobre a cria pútrida europeia e como preveni-la
Foto: Departamento Regional de Joinville/Cidasc

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV

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