Agricultura

Rio Grande do Sul registra 72 focos de raiva herbívora

O Rio Grande do Sul está enfrentando um surto de raiva herbívora, com 72 focos confirmados em diversas regiões do estado. A doença, transmitida pelos morcegos hematófagos, também conhecidos como morcegos-vampiros, preocupa as autoridades sanitárias e veterinárias. As últimas ocorrências foram identificadas em Erval Grande, na região de Erechim, no norte do estado.

PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS

As equipes da Inspetoria de Defesa Agropecuária estão intensificando as ações de monitoramento e controle nas áreas afetadas.

De acordo com o fiscal André Luiz Trierweiler, que coordena o Núcleo de Controle da Raiva Herbívora, foi traçado um plano de ação em três frentes.

  • Raio de 5 quilômetros ao redor dos focos está sendo visitado por equipes de fiscalização, que verificam a presença de morcegos contaminados e orientam os produtores rurais.
  • Raio de 12 quilômetros, o trabalho envolve a captura de morcegos hematófagos
  • Raio de 25 quilômetros a vacinação de rebanhos.

A raiva herbívora, que não tem cura, é transmitida aos animais quando os morcegos hematófagos se alimentam do sangue de bovinos, equinos, suínos e ovinos, causando lesões nas peles dos animais. Essas feridas tornam os animais suscetíveis à infecção.

Veja também

Carina, a vaca mais cara do mundo, é brasileira

Incidência da cigarrinha-do-milho cresce 65% em Santa Catarina

Os morcegos contaminados, ao tentarem se alimentar, espalham o vírus, que se transmite entre os morcegos em suas colônias e pode atingir outros animais.

Trierweiler explica que a origem do surto atual está relacionada com focos registrados desde março em Chapecó, Santa Catarina. O vírus circula pela região e entrou no Rio Grande do Sul, provavelmente por morcegos contaminados.

O fiscal alerta que, à medida que o vírus avança, os morcegos doentes transmitem a raiva para outros, aumentando a propagação da doença.

Além das ações de campo, as autoridades pedem a colaboração dos produtores rurais para identificar refúgios de morcegos, como ocos de árvores, forros de casas e outros locais escuros.

Wilson Hoffmeister Júnior, coordenador estadual do Programa de Combate à Raiva Herbívora, reforçou a importância da vacinação.

Ele ressaltou que todas as inspetorias veterinárias estão mobilizadas para conter o surto e solicitou que os produtores vacinem seus rebanhos, além de colaborarem na busca ativa por novos focos da doença.

As autoridades seguem monitorando a situação de perto e alertam para a necessidade de vigilância constante.

Nossas Redes Sociais

YouTube

Facebook

Instagram

TikTok

Silvia Helena Zatta

Recent Posts

Previsão do Tempo: Santa Catarina amanhece com nebulosidade e chuva fraca

A previsão do tempo para Santa Catarina nesta sexta-feira (04), apresenta que o dia começa com…

11 horas ago

Sebrae/SC impulsiona agroindústria em 44 municípios

O Sebrae/SC iniciou, nesta quarta-feira (2), em Caçador, o projeto Fortalecimento da Agroindustrialização Regional. A…

11 horas ago

Suas Ixoras estão perdendo flores? Estes são os 5 erros mais comuns

As ixoras encantam com suas inflorescências vibrantes e volumosas, que podem durar boa parte do…

11 horas ago

6 motivos para usar bicarbonato de sódio nas suas plantinhas

Quando o assunto é jardinagem, o segredo muitas vezes está nos detalhes — ou melhor,…

12 horas ago

Carelli assina ordem de serviço para obras na Rua João Contini

A Rua João Contini, localizada no bairro Alvorada, passará por obras para implantação de um…

12 horas ago

This website uses cookies.