Foto: Portal RBV
A colheita do pinhão começou oficialmente em Santa Catarina no dia 1º de abril, conforme a Lei 15.457/2011, que regulamenta a extração e comercialização da semente. No entanto, as previsões indicam uma safra irregular em 2025, com variações significativas entre os municípios produtores, com queda aproximada de 35%.
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Enquanto algumas localidades esperam um crescimento de até 10% na produção, em regiões tradicionais como Painel, Urupema, São Joaquim e Bom Jardim da Serra, a estimativa aponta para uma redução superior a 35%. Como resultado, a safra total deve atingir cerca de 4,5 mil toneladas no Estado.
A queda de produção é resultado de oscilações naturais durante a vida da araucária, mas sem uma causa específica determinada. O que não cai é a qualidade do produto, cada vez mais cobiçado pelos consumidores mais exigentes.
Entretanto, a queda na oferta pode impactar os preços, com valores estimados entre R$ 10,00 e R$ 12,00 por quilo. O gerente regional da Epagri em Lages, engenheiro agrônomo José Márcio Lehmann, destaca a importância econômica do pinhão para as famílias da região serrana.
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“Mais de 30% das 34 mil famílias agricultoras dos 18 municípios da região serrana têm o pinhão na composição de renda. Essa redução na safra preocupa, e seguimos monitorando a situação”, afirma.
A colheita, que segue até julho, exige cuidados tanto legais quanto de segurança. O sargento da Polícia Militar Ambiental, Osmar José Sônego, reforça a necessidade de atenção ao subir em árvores e alerta sobre o risco de acidentes.
“Orientamos que as pessoas tomem todos os cuidados ao subir em árvores para que não ocorra uma queda e não venham a se ferir. Para aqueles que fazem a colheita no chão, alertamos sobre o risco de contato com animais peçonhentos” alerta.
Já o bombeiro voluntário Giancarlo de Oliveira recomenda o uso de equipamentos de proteção e métodos alternativos para evitar quedas.
“O uso de capacete e luvas é recomendado para proteger contra impactos das pinhas em queda. Subir nos pinheiros deve ser evitado sempre que possível, e o ideal é utilizar varas longas para derrubar as pinhas do solo. Caso seja necessário subir, deve-se usar escadas bem fixadas e equipamentos de segurança como talabartes ou cintos de posicionamento, semelhantes aos usados por técnicos de telefonia. Além disso, a atividade exige preparo físico, evitando colheita em jejum ou em condições de saúde inadequadas. Seguir essas orientações garante uma colheita segura e aproveitamento do pinhão sem riscos”, explica
Com a temporada aberta, produtores e consumidores acompanham de perto os desdobramentos da safra, que pode sofrer ajustes nos números e preços ao longo dos próximos meses.
Embora extrativista e ainda um tanto empírica, a atividade vem se profissionalizando nos últimos tempos, especialmente graças ao suporte técnico e científico por parte de instituições como a Epagri, que auxilia os produtores com informações técnicas ao longo do ano.
“A Epagri orienta o produtor sobre o cultivo, manejo, processamento, mercado, agroindústria e várias outras questões relacionadas ao pinhão. Também estamos trabalhando com araucárias enxertadas para, no futuro, produzir pinhão precoce. Este amparo é fundamental e ocorre em toda a cadeia produtiva”, informa Lehmann, gerente regional da Epagri em Lages.
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