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Santa Catarina fortalece exportação de maçã com nova certificação

Santa Catarina fortalece exportação de maçã com nova certificação

Foto: Cidasc

A economia de Santa Catarina deve ser beneficiada na safra 2025/2026 de maçã, que registra boas condições climáticas e projeção de exportação em torno de 20 mil toneladas. O resultado positivo vem acompanhado de uma mudança estratégica no processo de certificação fitossanitária, que agora pode ser realizada diretamente na região de produção, fortalecendo a competitividade do setor.

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Em São Joaquim, um dos principais polos da pomicultura no estado, já foram certificadas localmente cerca de 530 toneladas de maçãs nesta safra. Antes da alteração, os produtores precisavam deslocar a carga até Vacaria, no Rio Grande do Sul, ou aguardar liberação em terminais portuários como o de Itajaí, o que elevava custos logísticos e aumentava o tempo de espera.

Certificação na origem reduz custos e amplia eficiência logística

Com a nova regulamentação, implementada desde o ano passado em São Joaquim e Fraiburgo, a certificação fitossanitária passou a ser realizada por auditores fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) diretamente na origem da produção.

Dessa forma, os produtores podem optar por rotas mais vantajosas, como o porto de Imbituba, reduzindo distâncias e despesas.

Além da economia com transporte e armazenagem, a mudança também impacta positivamente a qualidade da fruta, já que diminui o tempo de espera em portos, preservando a vida útil de um produto altamente perecível.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, destacou a importância da medida para o setor. “Com essa descentralização no processo de certificação da maçã, reduzimos custos logísticos, ganhamos eficiência e ampliamos a qualidade do produto que chega ao mercado internacional. É uma conquista construída em parceria, que fortalece toda a cadeia produtiva e impulsiona ainda mais a economia de Santa Catarina”, afirma.

Defesa agropecuária garante sanidade e acesso a mercados

A certificação fitossanitária é uma exigência dos países importadores e garante que as cargas estejam livres de pragas. Nesse contexto, o trabalho da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) é essencial para manter o padrão sanitário da produção estadual.

Entre os principais avanços está a erradicação da Cydia pomonella, conhecida como traça da maçã, considerada uma das pragas mais prejudiciais à pomicultura. A atuação envolveu monitoramento intensivo, instalação de armadilhas e eliminação de plantas contaminadas.

Outro foco de controle é o cancro europeu das pomáceas, causado pelo fungo Neonectria ditissima, que afeta ramos, troncos e frutos das macieiras. Segundo a Cidasc, a doença encontra-se sob controle em Santa Catarina, graças às ações contínuas de vigilância e orientação aos produtores.

Além disso, o órgão reforça a fiscalização de cargas agropecuárias e orienta sobre o risco de introdução de pragas. A recomendação é que produtores utilizem apenas mudas certificadas e evitem transportar sementes ou partes vegetais sem controle sanitário.

Safra forte reforça liderança nacional de Santa Catarina

Santa Catarina responde por mais da metade da produção nacional de maçãs, com volume superior a um milhão de toneladas por ano. Para esta safra, a estimativa é colher mais de 265 mil toneladas da variedade gala e mais de 234 mil toneladas da fuji, com melhora na qualidade dos frutos em relação ao ciclo anterior.

De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), o consumo interno gira em torno de 750 mil toneladas anuais. Nesse cenário, a exportação se torna fundamental para equilibrar preços em períodos de alta produção. A entidade avalia que o volume exportado poderia ser ainda maior, não fosse o impacto de conflitos internacionais que afetam parte do mercado global.

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