SC celebra 19 anos como zona livre de febre aftosa sem vacinação

Reconhecimento internacional fortaleceu o agronegócio catarinense e abriu mercados para exportação de carnes

Santa Catarina celebra neste mês os 19 anos da conquista do reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação, marco considerado histórico para a defesa agropecuária do Estado. A certificação foi concedida em 25 de maio de 2007 pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa), tornando Santa Catarina o primeiro estado brasileiro a alcançar esse status sanitário.

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A conquista é considerada um divisor de águas para o agronegócio catarinense, especialmente para as cadeias produtivas de bovinos e suínos, permitindo acesso a mercados internacionais mais rigorosos e ampliando a competitividade dos produtos catarinenses no exterior.

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Reconhecimento impulsionou exportações

De acordo com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o reconhecimento internacional fortaleceu a confiança dos parceiros comerciais e consolidou o Estado como referência em sanidade animal.

Segundo a diretora de Defesa Agropecuária da Cidasc, Débora Reis Trindade Andrade, o status sanitário abriu portas que ainda hoje são buscadas por outros estados brasileiros.

“Esse reconhecimento internacional nos permitiu acesso a mercados extremamente exigentes, mercados que os outros estados brasileiros, mesmo retirando a vacina, ainda estão pleiteando acessar”, destacou.

O avanço sanitário também contribuiu diretamente para que Santa Catarina se tornasse líder nacional na produção e exportação de carne suína.

Trabalho de décadas garantiu certificação

A obtenção do reconhecimento internacional foi resultado de décadas de investimentos em vigilância sanitária, fiscalização e controle dos rebanhos.

Antes da suspensão da vacinação, equipes da defesa agropecuária percorriam propriedades rurais em ações conhecidas como programa Agulha Oficial, realizando a imunização dos animais e o monitoramento constante das propriedades.

O último registro de febre aftosa em Santa Catarina ocorreu ainda na década de 1990. Já no ano 2000, o Estado deixou oficialmente de vacinar os bovinos contra a doença.

Vigilância segue sendo essencial

Mesmo com o Brasil inteiro reconhecido em 2025 como zona livre de febre aftosa sem vacinação, a Cidasc alerta que os cuidados precisam continuar.

A diretora Débora Reis Trindade Andrade destaca que a circulação da doença em outros países exige atenção permanente das autoridades sanitárias e dos produtores rurais.

“O reingresso da febre aftosa no continente europeu demonstra que não podemos baixar a guarda”, afirmou.

Produtores têm papel fundamental

A Cidasc reforça que os produtores rurais seguem sendo peças fundamentais para manter o status sanitário catarinense. A orientação é que qualquer suspeita de doenças de notificação obrigatória seja comunicada imediatamente aos órgãos de defesa agropecuária.

Além disso, medidas como identificação dos animais, emissão das Guias de Trânsito Animal (GTA) e monitoramento das propriedades continuam sendo essenciais para evitar riscos sanitários e preservar a competitividade do agronegócio catarinense.

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Fonte:
Portal RBV | Com informações Cidasc

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