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SC fecha 2025 com alta na produção de bovinos, suínos e frangos

SC fecha 2025 com alta na produção de bovinos, suínos e frangos

Foto: Divulgação

Santa Catarina encerrou 2025 com resultados históricos na pecuária, registrando crescimento expressivo na produção de bovinos, suínos e aves e consolidando sua posição como um dos principais polos de proteína animal do Brasil.

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O desempenho foi impulsionado por demanda externa aquecida, eficiência produtiva no campo e valorização do mercado interno. Além disso, as exportações catarinenses reforçaram a presença do estado nos mercados internacionais, garantindo receitas recordes e reconhecimento global.

Bovinocultura de corte: preços e exportações em alta

Na bovinocultura, Santa Catarina abatou 761,3 mil cabeças em 2025, volume 11,2% maior que o ano anterior, com as fêmeas representando 55,5% dos abates. O preço do boi gordo subiu principalmente a partir de agosto, refletindo a maior demanda interna e o aquecimento das exportações.

Segundo Alexandre Luís Giehl, da Epagri/Cepa, “Na bovinocultura, a oferta mais restrita sustenta os preços, mas a taxação chinesa acima da cota pode limitar as vendas.”

O estado exportou 2,67 mil toneladas de carne bovina, faturando US$ 12 milhões, contribuindo para o recorde nacional de 3,46 milhões de toneladas embarcadas pelo Brasil.

Avicultura: retomada de mercados e produção recorde

A avicultura catarinense também registrou desempenho histórico, com produção de 910,5 milhões de frangos em 2025 e exportações de 1,20 milhão de toneladas, que geraram receita de US$ 2,45 bilhões.

Giehl destaca que “Na avicultura, a reabertura de mercados como China e União Europeia tende a aquecer as exportações, e o frango deve ganhar espaço no consumo interno.”

Para 2026, o setor prevê crescimento sustentado, especialmente com a retomada de mercados internacionais e consumo interno aquecido.

Foto: Divulgação

Suinocultura: liderança nas exportações e custos controlados

Na suinocultura, Santa Catarina manteve o protagonismo nacional, exportando 748,8 mil toneladas e faturando US$ 1,85 bilhão, mais de 50% das exportações brasileiras.

O preço médio do suíno vivo subiu 3,7%, enquanto a carne suína teve valorização média de 11,1% no atacado.

A produção bateu recorde, chegando a 18,3 milhões de suínos. “A combinação de demanda interna consistente e custos estáveis pode melhorar a rentabilidade”, complementa Giehl.

Foto: Divulgação

Perspectivas e desafios para 2026

Para 2026, a expectativa é positiva, mas desafios permanecem. A bovinocultura pode sofrer com restrições externas, enquanto a avicultura depende da manutenção do rigor sanitário.

A suinocultura precisa acompanhar possíveis restrições comerciais no México, mas segue sólida, apoiada por eficiência produtiva e mercados diversificados.

O acordo Mercosul–União Europeia abre novas oportunidades, prometendo impacto positivo nos três setores a médio prazo.

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