Trabalhadores de bancos privados de todo o Brasil aprovaram a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A decisão foi tomada em assembleias realizadas entre quinta e sexta-feira, dias 4 e 5.
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A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi negociada com o Comando Nacional dos Bancários. O novo acordo prevê reajuste salarial e mudanças em benefícios e regras relacionadas ao ambiente de trabalho.
Apesar da aprovação nos bancos privados, a proposta não teve o mesmo resultado entre os trabalhadores das instituições públicas.
No Banco do Brasil, a maioria das assembleias rejeitou o acordo. A instituição reúne 60 sindicatos regionais, e a categoria defende a reabertura das negociações.
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Caixa rejeita proposta e confirma paralisação
Na Caixa Econômica Federal, a rejeição foi ainda mais expressiva. Cerca de 90% dos votos foram contrários à proposta apresentada durante as negociações.
Com o resultado, os bancários da Caixa aprovaram uma greve a partir de 10 de setembro.
Um dos principais pontos de discordância envolve o Saúde Caixa. Segundo a categoria, a proposta apresentada não soluciona o déficit do plano e ainda afeta princípios considerados históricos pelos trabalhadores.
Entre as críticas está também a previsão de reajustes que aumentam conforme a idade dos participantes.

Aumento real será aplicado aos bancários de bancos privados
Para os funcionários dos bancos privados, a renovação da CCT prevê aumento real de INPC mais 0,6% sobre salários e demais remunerações previstas no acordo.
O reajuste também será aplicado à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), aos vales-alimentação e refeição, aos pisos salariais e aos auxílios.
A nova convenção inclui ainda medidas relacionadas à saúde dos trabalhadores. Uma delas prevê a participação dos sindicatos no Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais.
A iniciativa busca contribuir para a prevenção e redução de problemas relacionados ao adoecimento mental dentro da categoria.
Novas regras envolvem monitoramento digital
Outro ponto previsto no acordo trata do monitoramento digital no ambiente profissional. A proposta estabelece limites para mecanismos de vigilância utilizados pelas empresas.
O texto também prevê o direito à desconexão. Dessa forma, os trabalhadores devem ter respeitado o período fora da jornada de trabalho.
A regra busca impedir que empregados sejam obrigados a atender ligações ou responder mensagens de clientes e gestores durante os períodos em que não estão trabalhando, conforme as situações previstas nas cláusulas negociadas.
CCT 2026/2028 será assinada nesta semana
A assinatura da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2028 está prevista para quarta-feira, dia 9.
Com a formalização, serão oficializadas as condições aprovadas pelos trabalhadores dos bancos privados após as negociações com a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários.
A situação permanece diferente na Caixa Econômica Federal. Os trabalhadores aprovaram a paralisação a partir de 10 de setembro.
No Banco do Brasil, por outro lado, a rejeição da proposta mantém as negociações em aberto. A categoria solicita que as tratativas sejam retomadas com os representantes da instituição.





