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Entre a fé e o perigo: a realidade da Páscoa no mundo

Entre a fé e o perigo: a realidade da Páscoa no mundo

Foto: Reprodução

A Páscoa é considerada uma das datas mais importantes do calendário cristão, pois celebra a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, fundamento da fé para milhões de pessoas ao redor do mundo. No entanto, em diversos países, o período também representa um momento de risco elevado para comunidades cristãs que enfrentam perseguição religiosa.

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Durante a Semana Santa, especialmente no Domingo de Ramos, na Sexta-Feira da Paixão e no Domingo de Páscoa, igrejas costumam receber grande número de fiéis.

Esse cenário, infelizmente, tem sido explorado por grupos extremistas, que utilizam essas datas para promover ataques violentos.

Em algumas regiões, medidas de segurança são reforçadas e, em casos mais graves, celebrações chegam a ser canceladas para proteger vidas.

Origem e significado da Páscoa

A origem da Páscoa remonta à libertação do povo de Israel da escravidão no Egito, conforme descrito em Êxodo 12.

No cristianismo, a celebração ganha um novo significado com Jesus Cristo, que celebrou a Páscoa com seus discípulos e foi reconhecido como o “Cordeiro Pascal”, conforme registrado nas Escrituras. Assim, a data simboliza libertação, redenção e esperança de uma nova vida.

A celebração é composta por momentos marcantes, como o Domingo de Ramos, que relembra a entrada de Jesus em Jerusalém; a Sexta-Feira da Paixão, dedicada à reflexão sobre a crucificação; e o Domingo de Páscoa, que celebra a ressurreição e reúne o maior número de fiéis nas igrejas.

Ataques recentes e histórico de violência

Apesar do significado espiritual, o período pascal também tem sido marcado por episódios de violência. Em 29 de março de 2026, durante o Domingo de Ramos, um ataque armado na comunidade cristã de Angwan Rukuba, na região de Jos, na Nigéria, deixou ao menos 27 mortos, levando autoridades a decretarem toque de recolher.

Outro episódio marcante ocorreu em 21 de abril de 2019, no Sri Lanka, considerado o ataque de Páscoa mais letal já registrado, com 259 mortos e cerca de 500 feridos, após atentados coordenados em igrejas e hotéis.

Além desses casos, países como Paquistão, Índia, Síria, Nepal e Indonésia também registraram ataques durante o período, evidenciando que, para muitos cristãos, celebrar a Páscoa pode representar risco à própria vida.

Fé que resiste diante da dor

Mesmo diante da violência, histórias de fé e superação continuam a inspirar. Sobreviventes de ataques relatam perdas profundas, mas também testemunhos de esperança. “Perder alguém machuca. Mas eles não foram mortos, foram semeados, afinal, o sangue dos mártires é a semente da igreja. Meu filho, irmã e cunhado morreram, mas serão ressuscitados com Jesus naquele dia. Deus é bom. Deus é grande. Meu filho foi meu por 13 anos, mas ele é do Senhor para sempre”.

Outro relato marcante reforça a força da fé mesmo após a tragédia: “Foi o desejo final dela. Quando estou na igreja, dói porque lembro que perdi a oportunidade de adorarmos ao Senhor juntos, como família.”

Organizações como a Portas Abertas atuam no apoio a essas comunidades, oferecendo assistência espiritual, emocional e material às vítimas e suas famílias. “Nenhum cristão perseguido deve se sentir sozinho. Vamos continuar ao lado deles o quanto precisarem”, declarou Sunil, colaborador no Sri Lanka.

Mesmo diante dos desafios, a Páscoa segue sendo um símbolo de esperança e renovação, lembrando que, para muitos, a fé permanece firme mesmo em meio às adversidades.

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