Um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira, Manoel Carlos morreu neste sábado (10/1), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. O autor tratava a doença de Parkinson, diagnosticada em 2019, que ao longo do último ano provocou o agravamento de seu quadro motor e cognitivo.
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Conhecido como Maneco, Manoel Carlos marcou a história da televisão brasileira ao criar algumas das novelas mais lembradas do público, especialmente pelas protagonistas chamadas Helena — personagem que se tornou sua assinatura e esteve no centro de nove produções de grande sucesso.
Entre as obras mais marcantes está “Por Amor” (1997), novela que entrou para a história da TV com temas como maternidade, relações familiares e sacrifícios em nome do amor. A trama ficou especialmente conhecida pela polêmica troca de bebês realizada pela personagem Helena.
Outro grande sucesso foi “Laços de Família” (2000), que conquistou altos índices de audiência e ficou marcada por personagens emblemáticos, como a jovem Camila, vivida por Carolina Dieckmann, e por cenas que até hoje são lembradas pelo público.
Em “Mulheres Apaixonadas” (2003), Manoel Carlos abordou temas sociais de forma direta e sensível, como violência doméstica, preconceito e relações familiares, consolidando a novela como uma das mais impactantes do horário nobre da TV Globo.
Também se destacam “Baila Comigo” (1981), “Felicidade” (1991), “História de Amor” (1995), “Páginas da Vida” (2006) e “Viver a Vida” (2009), todas marcadas por dramas cotidianos, relações familiares complexas e personagens profundamente humanos.
A última novela do autor foi “Em Família” (2014), que encerrou a trajetória das Helenas na televisão, com Julia Lemmertz interpretando a protagonista.
Além das novelas, Manoel Carlos também teve destaque nas minisséries, como “Presença de Anita” (2001), adaptação da obra de Mário Donato, que obteve grande repercussão.
Paulistano de nascimento, Manoel Carlos sempre se considerou carioca, cidade que serviu de cenário para grande parte de suas histórias. Seu estilo intimista, focado nos sentimentos, nas relações familiares e nos dilemas do cotidiano, garantiu ao autor um lugar definitivo na história da teledramaturgia brasileira.
O velório será fechado e restrito à família e amigos próximos. A família agradeceu as manifestações de carinho e pediu respeito e privacidade neste momento delicado.
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