Alemanha debate boicote à Copa do Mundo após ameaças de Trump

A decisão da DFB vem após as ameaças de Trump de tomar a Groenlândia e elevar tarifas contra países europeus

A Federação Alemã de Futebol (DFB) e a FIFA vão decidir com total “autonomia” se boicotam ou não a Copa do Mundo 2026, organizada em grande parte pelos Estados Unidos, informou o governo alemão à AFP. A decisão surge após as recentes ameaças do presidente Donald Trump, que pretende se apoderar da Groenlândia e aumentar tarifas contra países europeus que se oponham a seus planos, gerando tensão política e preocupação internacional.

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Segundo a secretária de Estado de Esportes, Christiane Schenderlein, “essa avaliação corresponde portanto às federações envolvidas, neste caso a DFB e a Fifa. O governo federal acatará essa avaliação”.

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Ela reforçou que “o governo federal respeita a autonomia do esporte. As decisões relativas à participação em grandes eventos esportivos ou ao seu boicote competem exclusivamente às federações esportivas responsáveis, e não ao mundo político”.

Nos últimos dias, deputados alemães começaram a defender um possível boicote ou até o cancelamento do torneio em caso de ações concretas do presidente Trump.

O deputado conservador Roderich Kiesewetter afirmou ao jornal Augsburger Allgemeine: “Se Donald Trump cumprir suas ameaças sobre a Groenlândia e desencadear uma guerra comercial com a UE, me custa imaginar que países europeus participem da Copa do Mundo”.

Pressão política e opinião pública

Outro deputado da CDU, Jürgen Hardt, mencionou ao Bild que um “cancelamento do torneio” poderia ser considerado como um “último recurso para fazer o presidente Trump pensar melhor”.

O deputado social-democrata Sebastian Roloff defendeu uma “resposta unida da Europa” e sugeriu ao Handelsblatt que se poderia “considerar renunciar à participação na Copa do Mundo”.

Uma pesquisa do instituto Insa para o Bild, realizada com 1.000 pessoas, mostrou que 47% dos alemães apoiariam um boicote caso Trump anexasse a Groenlândia, enquanto 35% se opõem.

A Alemanha, quatro vezes campeã mundial, não perde uma Copa desde 1950.

Apesar das tensões, Trump mantém proximidade com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, que lhe entregou recentemente o Prêmio da Paz da FIFA, mantendo o cenário esportivo e político em alerta.

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Fonte:
Silvia Zatta | Portal RBV | Com informações Estadão

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