Erro, não existe o grupo! Verifique sua sintaxe! (ID: 1)

Rádios RBV

Menu

Guerra no Oriente Médio expõe disputa de poder, avalia especialista

Análise do professor Bruno Haeming aponta tentativa de Donald Trump de recuperar protagonismo internacional em meio a conflitos com Irã, Israel e tensões regionais no Oriente Médio

A escalada da guerra no Oriente Médio e os recentes ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã revelam mais do que um confronto militar: evidenciam uma disputa geopolítica profunda e, na avaliação do especialista em política internacional Bruno Haeming, também aceleram um processo de desgaste da liderança global norte-americana.

PARTICIPE DO NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS

Segundo Haeming, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta reagir ao que classifica como uma “decadência” da capacidade norte-americana de gerir conflitos internacionais. “Trump quer acelerar um pouco o ritmo dessa tentativa de recuperar o poder decisório dos Estados Unidos, mostrando força de maneira rápida e contundente”, analisa.

Publicidade

De acordo com o especialista, o cenário internacional mudou significativamente nos últimos anos. Ele cita como exemplo a guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em 2022, que persiste apesar dos esforços diplomáticos e militares dos Estados Unidos.

Outro caso mencionado é a crise política na Venezuela, envolvendo o presidente Nicolás Maduro. Segundo Haeming, mesmo com forte pressão internacional e tentativas de mudança de regime, Washington não conseguiu alterar o cenário interno venezuelano. Agora, o foco se volta ao Oriente Médio, considerado uma das regiões mais sensíveis do planeta do ponto de vista geopolítico.

Irã, Israel e Arábia Saudita: disputa regional complexa

O especialista destaca que o Oriente Médio vive uma indefinição clara sobre lideranças regionais. A Arábia Saudita mantém grande peso geopolítico, é aliada histórica dos Estados Unidos e rival do Irã. No entanto, demonstra insatisfação com a condução da política externa norte-americana, especialmente em relação ao conflito entre Israel e Palestina.

Israel, por sua vez, é apontado como o país com maior capacidade militar da região, mas, segundo Haeming, não teria condições de derrotar o Irã sozinho. Isso explicaria a necessidade de ações conjuntas com os Estados Unidos, como os ataques registrados em Teerã e em outras áreas estratégicas iranianas.

“O que estamos vendo é a manifestação de uma disputa regional com implicações globais”

Apesar de décadas de sanções econômicas, o Irã mantém desempenho econômico considerado “razoável”, sobretudo devido à parceria estratégica com a China, especialmente na exportação de petróleo.

Haeming ressalta ainda que Teerã investiu significativamente em tecnologia de mísseis de longo alcance, o que amplia sua capacidade de resposta militar. Após os ataques, o Irã reagiu mirando aliados regionais dos Estados Unidos, como Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein.

Para o analista, a estratégia iraniana pode ter dupla finalidade: responder militarmente e, ao mesmo tempo, forçar uma negociação diplomática para evitar o prolongamento da guerra.

Risco ao Estreito de Ormuz e impacto no preço do petróleo

Um dos principais pontos de preocupação é a possibilidade de fechamento do Estreito de Hormuz, por onde passa grande parte da produção mundial de petróleo. Um bloqueio poderia provocar disparada no preço do barril, afetando diretamente a economia global. Esse cenário preocupa especialmente os Estados Unidos, que enfrentam crescimento econômico moderado e inflação elevada — fatores sensíveis em período eleitoral.

“Há custos econômicos significativos envolvidos. Tanto os Estados Unidos quanto o Irã têm muito a perder”

Internamente, o Irã enfrenta descontentamento popular, com manifestações recentes reprimidas com violência. Ainda assim, segundo o especialista, o regime mantém maioria de apoio, sustentado por forte base religiosa e política.

O país também conta com alianças estratégicas relevantes, como com a própria China e com a Rússia. Outro ator importante é a Turquia, que tem se aproximado dos Estados Unidos por interesse próprio, especialmente diante da rivalidade com o eixo xiita liderado pelo Irã.

Para Haeming, a duração da guerra é imprevisível, mas o prolongamento do conflito pode intensificar o isolamento iraniano e ampliar tensões internas. “O Irã tem muito mais a perder, especialmente se a guerra se estender e agravar os problemas domésticos”, afirma.

A análise aponta que o conflito atual envolve não apenas a segurança internacional, mas também disputas internas de poder nos Estados Unidos e no Irã, além da dinâmica estratégica do Oriente Médio.

“O que está em jogo é a tentativa dos Estados Unidos de reafirmar sua liderança global, enquanto o Irã busca sobrevivência e preservação do regime. O desfecho dependerá das respostas iranianas e da disposição de ambas as partes para negociar”

Nossas Redes Sociais

YouTube

Facebook

Instagram

Fonte:
Ernesto Júnior | Rádio Videira

Participe do grupo no Whatsapp do Portal RBV e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp

Últimas Notícias

Embriaguez ao volante termina com capotamento e prisão

Na madrugada do sábado (28) a Polícia Militar atendeu...

Saída de pista deixa feridos na BR-470 no Meio-Oeste

O Corpo de Bombeiros Militar atendeu por volta das...

Lei garante isenção de IR para quem teve câncer entre outras doenças

Uma legislação federal em vigor há quase 40 anos...

36ª Caminhada Penitencial reúne milhares de fiéis em Joaçaba

O domingo, 1º de março, foi marcado por tempo...

Homem é salvo após quase 3 dias em ribanceira na BR-282

Um homem de 58 anos foi localizado e resgatado...

Mais Lidas da semana

Santa Catarina registra seis casos suspeitos de Mpox

Santa Catarina confirmou em 2026 seis casos suspeitos da...

Ex-gerente da Caixa é investigado por desvio de R$ 1 milhão em SC

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (24), a...

Ex-dirigentes do INSS fecham delação e citam Lulinha

Ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) formalizaram...

Carga de madeira ilegal é apreendida em Lebon Régis

Durante fiscalização de rotina na SC-350, próximo ao trevo...

Fortes chuvas deixam 14 mortos e dezenas de desaparecidos em Minas Gerais

As fortes chuvas que atingem Juiz de Fora, na...

Outros Tópicos Interessantes